8 de junho de 2011

GOVERNANÇA CORPORATIVA E PRODUÇÃO DA TERRA – CENÁRIOS EM TRANSFORMAÇÃO

I. CENÁRIOS E EVOLUÇÕES EM CURSO

É ponto pacífico que o Brasil e em particular todos aqueles que estão envolvidos com a produção da terra tem pela frente grandes desafios, mas ao mesmo tempo, grandes oportunidades.

A atenção do mundo está voltada um conjunto de temas de grande interesse, de novos interesses. Entre eles, (1) Educação, (2) Inovação Sistêmica, (3) Saúde, (4) Energia (5) Produção de Alimentos daTerra, (6)Sustentabilidade.



POSICIONAMENTO BRASILEIRO NOS MERCADOS DE EXPORTAÇÃO DE ALIMENTOSOS
A balança do setor já é bem interessante. Novas evoluções vão acontecer. Cerca de 60% a 70% das produção da terra será exportada.O Brasil será o grande vendedor do “Deus Sol” e da “Deusa Água”.

Ao mesmo tempo tempos problemas. Oferta brasileira para exportação sempre passando no limite das normas técnicas. Insegurança e instabilidade para fornecedor e comprador.

Como resposta temos desafios: adotar que rastreabilidade será fator de valorização da oferta, agregação de valor à produção da terra como necessidade fundamental e por último, um tema pouco dominado pelos brasileiros, mas que os fundamentos de Governança Corporativa podem ajudar a coloca-lo no devido lugar, que é dominar o ciclo econômico com o viés da busca da estruturação de capital. Vender quando for interessante.


EVOLUÇÃO EM TECNOLOGIA

Como já é tema de referencia, a produção da terra terá mais tecnologia do que a produção industrial. Promessas de se chegar ao patamar de 95% de tecnologia e 5% de trabalho. Qual seria o patamar da produção brasileira - 5% de tecnologia e 95% de trabalho???

Nesse entorno tecnológico fatos marcantes como o aumento do percentual de CO2 na atmosfera que levará à prevalência das florestas de leguminosas em detrimento das florestas de lignina. Fenômeno já visível na Mata Atlântica. Diminuição da taxa de conversão CO2 para O2. Uma evolução possível como resposta, um futuro entrosamento natural da meteorologia, controle ambiental e controle das águas evoluindo para se transformar em uma só ciência e referência de normatização e controle. Ampliação dos recursos e das redes de antenas de monitoramento.

AGREGAÇÃO DE VALOR
Uma longa história que registra séculos de observação nos diz ao ouvido que “pobre é pobre por que não sabe vender”. Nesse “não saber vender” está claramente incluída a nossa pequena capacidade de agregar valor. Temos receitas importantes com as exportações mas quanto estamos ganhando realmente?

Temos sim um longo caminho a percorrer na rota da agregação de valor. Sabemos muito bem que países de 3o mundo precisam dos processos industriais.Não podemos cair na armadilha da desindustrialização como está acontecendo agora por conta do pensamento míope dos governantes. Progressos na transformação industrial da produção da terra, processos comerciais, entrepostos logísticos e embalagens fazem parte do esforço da agregação de valor.

INFRAESTRUTURA
Dimensão dos eventos e da demanda de exportação obriga a novos critérios de governança. Longo caminho a percorrer em se adotando a referência americana. Produção de 650 milhões de toneladas e 65% da produção estocada e tratada na propriedade agrícola. No caso brasileiro, 5% da produção é estocada na propriedade agrícola.

Ainda no campo da produção da terra, nos defrontamos com a obrigatoriedade do transporte ferroviário e fluvial como intermodais do transporte marítimo.A produção da terra terá que cumprir o papel de vai ser o aval e a garantia para os financiamentos em infraestrutura.

OS PLAYERS
A produção industrial brasileira se formou com base no capital multinacional. Pelo que está acontecendo nesse momento, na produção da terracaso Brasil, também vai prevalecer o capital multinacional. Em particular, o capital multinacional vai prevalecer na produção da terra e em toda a cadeia de abastecimento de insumos, tecnologias e equipamentos fixos e móveis. Como ficam os brasileiros?

II. AS RESPOSTAS QUE SE FAZEM NECESSÁRIAS
GOVERNANÇA CORPORATIVA NA AGRICULTURA
Evolução natural, governança nas empresas, governança na saúde e agora, muito importante,Governança na Agricultura. Para um setor tão carente de capitais, demanda tão grande de recursos de infraestrutura, rota para a abertura de capital em Bolsa.

Fundamentos de governança na agricultura para efeito de posicionamento em Bolsa: processos definidos com mecanismos de rastreabilidade, atendimento com folga das normas internacionais, domínio do capital, domínio e uso inteligente do sol e da água, incremento de tecnologia a cada ano.

CONCENTRAÇÃO DA PRODUÇÃO NOS ENTORNOS DOS EIXOS LOGÍTICOS
Questão de resposta rápida às demandas de infra estrutura. Ganhos complementares por fomento à concentração de tecnologia, fomento à concentração de oferta de processos industriais, fomento à modernização dos eixos logísticos.

OFERTAS DE TECNOLOGIA
Governança na convergência multidisciplinar de tecnologia e equipamentos para o atendimento de cada individualidade.Necessidade do entendimento pleno das demandas reais de cada polo produtivo.

Governança para novos patamares de tecnologia como um todo, toda uma nova plataforma cultural e tecnológica, como é o caso de Israel como exemplo.

O BALANÇO OFERTA & DEMANDA – O TRIPÉ DE KETAN – OBJETIVOS – PRINCÍPIOS - PODER
Governança para sustentar a visão de produtividade de capital e do fundamento da velocidade dos processos produtivos principalmente nas atividades sazonais. O equacionamento correto das estruturas de capital nos ciclos de dinâmicas sazonais. Engenharia de produtos evoluindo dos conceitos de custo mínimo para conceitos de velocidade máxima nos processos produtivos.

Governança para a questão fundamental, a intimidade com o futuro como fator de criação de riqueza no presente.

Luiz Bersou

31 de maio de 2011

PRODUÇÃO DE RESULTADOS COM GOVERNANÇA CORPORATIVA

Tema da moda, tem suscitado muitos debates, cursos e busca de especializações. A participação nos eventos coloca em evidência o valor da proposta. Há ainda,entretanto, um longo caminho a ser percorrido. Um dos problemas, o aumento de burocracia e custos está chegando primeiro.

A estatística mostra que as empresas do “Novo Mercado”, que apresentam certificados de boa governança, conseguem melhores preços nos pregões da Bolsa de Valores. Trata-se portanto de um resultado concreto que é a melhor valorização do preços das ações. Verifica-se que o ágio é, pelo menos em parte, decorrente do “fator moda”, presente nos temas da “Governança Corporativa”. Vem então a pergunta: em que medida a prática da Governança Corporativa está gerando efetivamente mais resultados?Como ficam em termos de benefícios as empresas que não estão na Bolsa e só podem contar com o efetivo resultado de suas operações?

As propostas de “Governança Corporativa”vieram com foco na proteção dos investidores. O tema nasceu assim. Por outro lado, a melhor proteção do investidor continua sendo, como sempre foi, a capacidade de produzir bons resultados.

O tema da produção de melhores resultados valeu para todas as grandes ferramentas de gestão e sistemas de TI do passado, que sempre se apresentaram como grandes promessas. Grandes promessas e resultados pobres. Muitas vezes, extremamente pobres. Seria a Governança Corporativa mais uma dessas promessas?

GOVERNANÇA E PROPOSTAS

Quem lê o livro “Nação Empreendedora”, de Saul Singer e Dan Senor, Editora Évora, entende as razões do sucesso de Israel como nação produtiva e empreendedora. A capacidade de convergir diferentes disciplinas para um mesmo foco muito bem definido é razão de sucesso. Uma das grandes dificuldades da cultura brasileira.

Entendo bem o sucesso de Israel pois me dediquei muito ao “Centro do Conhecimento”, presente no Conselho Regional de Administração de São Paulo, o qual, como centro de convergência de múltiplas profissões, produziu resultados muito bonitos. Muita semelhança de propostas e resultados.

Exatamente em cima desse ponto está um dos pontos fortes da “Governança Corporativa”. Proposta da visão abrangente para todos os temas que, convergindo em raciocínios, propostas e ações, contribuem para os melhores resultados das empresas.

A proposta da construção do clima interno favorável para acomodar a convergência das múltiplas disciplinas, que hoje são necessárias para lidarmos com as entidades complexas com dinâmicas de alta velocidade, os novos interlocutores do nosso dia a dia nos cenários e mercados, é também muito importante.

Pontos a favor da “Governança Corporativa”.

ENTIDADES COMPLEXAS

Uma frase famosa atribuída a Henry Ford, tem o seguinte conteúdo: fabrico carros de qualquer cor, desde que seja a cor preta. Ele estava no mundo das coisas simples. Hoje qualquer montadora de automóveis lida com centenas de opções que são oferecidas ao mercado. Do simples, para o complexo. Na padaria só tinha um tipo de pão. Hoje, padarias são entidades complexas, oferecendo centenas de alternativas de produtos. O alfaiate tinha alguns tipos de tecidos e a partir daquele estoque fazia o seu comércio. Hoje existem empresas que lançam novas coleções de vestuário a cada três meses. Do simples para o extremamente complexo, com o agravante do fator moda. O mercado vai aceitar ou não? No passado, visão de lucro no produto. Hoje, visão de lucro no cliente. Muito mais complexo. No passado, visão de EBITDA da empresa, hoje, visão de Fluidez Financeira da equação econômica de cada um dos negócios e jogos da empresa. Sempre do simples para o complexo.

O que percebemos de forma muito clara é que na gestão de nossas empresas, nos modelos de análise instalados, tratamos ainda as entidades com as quais lidamos e com as quais produzimos lucros ou prejuízos como se continuassem sendo entidades simples. Não dá mais para continuar nessa linha de pensamento.

Ponto a melhorar nas propostas de “Governança Corporativa”.

OS ATIVOS EXTERNOS E OS ATIVOS INTERNOS

Durante muitos anos estudamos centenas de empresas que tiveram graves problemas de desempenho econômico. Geramos gráficos extremamente esclarecedores a respeito. O que ficou em grande evidência foi a necessidade do chamado “Equilíbrio” entre a “Condução Estratégica e a Condução Operacional”.

O ponto forte desse fundamento é que nos “Ativos Externos”, cenários, mercados, clientes, concorrentes, produtos e tecnologia, estão os fatores de criação de vida e do futuro da empresa. É onde está o comercio de relacionamentos e a construção do fundamento tão importante que é a construção da “Venda Fácil”.

Nos “Ativos Internos”, produção, equipes, capital, qualidade, está a sustentação da vida da empresa. Temos aqui o fundamento das estratégias de curto prazo que é o “Plantar & Colher”. Poucos entendem essa relação biunívoca tão fundamental.

Ponto a melhorar nas propostas de Governança Corporativa.

VELOCIDADE DO DESCONHECIDO, GOVERNANÇA E RESPOSTA

A presença cada vez maior de entidades complexas na convivência com as empresas e seus concorrentes e a velocidade com que os fenômenos acontecem, pede novos modelos de administração.

De um lado temos a necessidade de uma visão mais abrangente compartilhada por todos os que lutam pela empresa. Somente assim os esforços são realmente convergentes. Do outro lado precisamos simplificar e muito os processos e saber construir e trabalhar com informações de alto conteúdo. A gestão pelos “Grandes Números” faz cada vez mais falta. Ferramentas e respostas já existem.

Ponto a melhorar nas propostas de “Governança Corporativa”.

GESTÃO DO FUTURO, GESTÃO DO PRESENTE E GESTÃO DO PASSADO

“Gestão do Futuro” é uma expressão relativamente nova, que temos adotado nos últimos cinco anos. Será uma revolução. Muitos de nossos executivos viveram a preocupação de olhar para o passado como forma de gestão. Nos dias atuais, os processos de gestão ainda funcionam em bases mensais, dinâmicas lentas para necessidades modernas de velocidade, em particular naquilo que depende da sincronia entre os planejamentos que sustentam o operacional e os correspondentes recursos envolvidos. Esse “status quo” não serve mais.

Hoje já existem ferramentas, evoluções modernas dos antigos BIs, que nos permitem trabalhar a todo instante no futuro. Modelos de análisesimples e evoluídos, compatíveis com os “Ativos Externos”, entidades complexas, visões de cenários e mercados que permitem planejamentos contínuos e sua sincronia.

Estamos já vivendo a construção da riqueza no presente, a partir da intimidade da nossa convivência com o futuro. Esse tema será o grande diferenciador nos modelos de “Governança Corporativa” que já estamos implantando.

Anotem, construção da riqueza no presente a partir da nossa intimidade com o futuro vai ser o grande agente diferenciador das governanças do futuro.

Luiz Bersou

17 de maio de 2011

GOVERNANÇA ADEQUADA AO SETOR SAÚDE?

GRUPO DE ESTUDOS, formado por equipe voluntária de 27 profissionais de alto nível,com diversos graus de excelência em formação e com grande experiência em Estratégia e Planejamento, Medicina, Nutrologia, Filosofia, Sociologia, Psicanálise, Comunicação, Administração e Gestão do Capital, Engenharia, Engenharia Biomédica, Administração de Seguros, Gestão Hospitalar, Gestão de Fármacos, Sistemas de Informação, Tecnologia e Tecnologia Biomédica, Modelos Matemáticos, Alimentação, Condicionamento Físico, Normas Anvisa, Laboratórios e Legislação realizou durante o ano de 2010 dezenas e dezenas de reuniões com o objetivo de estabelecer, através de conhecimento convergente, trabalho convergente, análise consistente e independente do Setor Saúde para propor, “no devido tempo”, propostas de solução estabelecidas a partir de uma modelos de análise e pensamento estratégico poderosos.

A conclusão do trabalho está sintetizada na “Tabela de Síntese de Soluções Estratégicas para o Setor Saúde”, onde 16 temas relacionados ao setor estão dispostos em 5 campos de trabalho. A tabela tem muitos méritos:
1) Permite Proposta Estratégica para o Setor. Permite “Modelos de Governança”.
2) Representa o êxito de metodologia de “Modelos de Análise” para interpretação do que se passa no setor do ponto de vista Estratégico.
3) Representa a tradução do Setor Saúde em uma equação que sincroniza objetivos, planejamentos e recursos. Uso de recursos em sincronia é absolutamente importante na situação de recursos escassos e setores descapitalizados.
4) Mostra que o Setor Saúde, dada a carga de complexidade, conflito de interesses que geram desperdícios de tempo e recursos, vai requerer sempre ações coordenadas e conjugadas para que os efeitos se produzam e inercias sejam vencidas.
5) Mostra que o Setor Saúde, mais do que qualquer outro, requer o conceito do equilíbrio da “Condução Estratégica” com a “Condução Operacional”. Na ausência desse conceito, multiplicam-se as propostas de soluções operacionais, cada uma propondo resolver o mundo à sua maneira. A falta da“Condução Estratégica” ocasiona que os efeitos das soluções operacionais não se somem, multipliquem e gerem os resultados desejados. Frustação.
6) Mostra os caminhos que devem ser seguidos para que se busque o equilíbrio da qualidade de saúde, dos custos e da capacidade de investimentos para o setor. Proposta de 10 anos de caminhada.
7) Mostra a grande demanda de competências em ação política, estratégica e gestão de capital, sabendo sempre o que é necessário fazer e como fazer.

COMENTÁRIOS
1) Os atores do Setor Saúde, concentrados na sustentação do dia a dia de suas atividades, olhando pouco para o que acontece nos cenários sociais tem caído em diversas armadilhas.
Foram poucos os que analisaram e se prepararam para as “Causas Raiz” ligadas ao tsunami das doenças crônicas e degenerativas. Poucos perceberam que o alongamento do perfil de vida do cidadão, tão celebrado na nossa sociedade, é na verdade a sustentação do alongamento do perfil de vida do cidadão doente. Muito caro. Armadilha das UTIs.

Os investimentos em medicina preventiva tem pouco retorno. Investimentos brutais em medicina curativa. Do ponto de vista do status social, valor de ações de empresas, curar que é
muito mais caro, gera muito mais dividendos do que prevenir a doença, muito mais barato. Ciclo vicioso.

2) As sociedades ligadas ao negócios de seguros, que existem há séculos, sempre ganharam dinheiro na “
gestão do risco”. Muito dinheiro. O modelo “gestão do risco” se esgotou. Agora elas tentam ganhar dinheiro na “gestão do custeio”. Não é da cultura delas. Não sabem fazer. Perdem dinheiro. Muitas morreram. Uma grande armadilha. Uma armadilha agravada pelas relações extremamente complicadas entre os médicos, hospitais, clinicas e as seguradoras. O centro da armadilha está na quebra da confiança nas relações entre os atores. A relação “entre parceiros” virou relação “entre inimigos”. A falta de confiança gera custos a maior, auditorias incompetentes e inócuas que não resolvem nada.

3) A análise da “Tabela” mostra que a maior falta é a presença de estadista com proposta estratégica consistente e competente, com poder para vencer os interesses microscópicos que como vírus e bactérias contaminam o setor. Proposta estratégica para ligar as forças positivas do setor. O poder deverá vir daí. Proposta Estratégica que está sintetizada na “Tabela” mencionada acima.

4) Nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, foram conseguidos grandes resultados no combate à inflação. Para os observadores atentos, os movimentos técnicos fizerem efeito, mas o maior resultado veio do fato de que a sociedade não queria mais conviver com a inflação. O posicionamento da sociedade foi determinante na ocasião.

Estamos vivendo um momento em que se percebe que um número enorme de crimes é filmado e esse material é apresentado às autoridades policiais. O disque denúncia funciona como o Tolerância Zero” de Nova Iorque do passado – funcionou e está funcionando. Esta ação está vindo da sociedade. Não está vindo do poder público. A sociedade está mostrando que está se comunicando muito mais, diz o que quer e age, deixando o lado passivo característico da sociedade brasileira.

Recentemente no caso de uma estação de “Metro” de São Paulo, houve toda uma movimentação social para protestar contra acordos inadequados de localização da estação.

Esta vitalidade social de protesto, este acordar da sociedade, ainda não se manifesta no Setor Saúde, mas todos os sintomas indicam que a sociedade quer soluções. Competentes. A movimentação social vai marchar para cima da condução política medíocre. Sociedade que acorda e passa a agir. Recado ao setor: é bom agir antes. Acho que falta muito pouco para termos movimentos e marchas de protestos com as consequências tradicionais.

QUAIS PASSOS A DAR?
A “Tabela de Síntese de Soluções Estratégicas para o Setor Saúde” estabelece a sincronia de dezesseis temas entre cinco campos de trabalho, englobando condução política, condução de governo, políticas de prevenção às doenças crônicas e degenerativas, rastreabilidade e modelos estatísticos, recuperação e melhor aproveitamento de patrimônio em tecnologia, modelos de gestão para o setor, sugestão de novo posicionamento estratégico para a ANVISA e aquilo que é do setor privado. Contempla também a visão dos setores industriais e de serviços que fornecem ao Setor Saúde e dele dependem.

A base de tudo é sempre uma equação econômica, condição “
sine qua non” para capitalização e investimentos em modernização, qualidade e crescimento no atendimento. Alvo principal será sempre mais saúde com menos custos. Racionalização e administração dos desperdícios.

A CURTO PRAZO, o fundamental é o domínio da equação econômica para produzir o resultado desejado. A metodologia passa pela “Rastreabilidade dos Cinco Degraus”, cinco etapas de trabalho entre o que é o diagnóstico do paciente e o resultado econômico final do setor, em particular bom para o setor privado. Cada degrau gera resultados assim que implantado. A implantação de todos os degraus gera resultados muito melhores.

Essa ferramenta foi concebida para trabalhar com modelos matemáticos de alto nível, em módulos especializados, independentes, interconectados e sincronizados, com ferramentas de rastreabilidade, os temas de qualidade dos cadastros dos eventos estatísticos, as relações em cascata de pacientes, médicos e entidades médicas, os desempenhos nos tipos de cura, os custos associados aos desempenhos nos tipos de cura, a gestão do capital necessário para manter o ritmo das atividades e o equilíbrio orçamentário e de resultados das atividades.

A ferramenta “Rastreabilidade dos Cinco Degraus” está apoiada em fundamento extremamente importante para o modelo de capital que prevalece no Brasil. Protege os empresários da síndrome do sofrimento e da morte pelo crescimento acelerado não bem administrado. Aqui está um dos grandes benefícios de “Governança”.

Quantos de dão conta do número extremamente elevado de empresas brasileiras que se propuseram a crescer rapidamente e morreram em seguida? Acreditaram no EBITDA, no resultado contábil. Morreram por sistemas de gestão incorretos, que não consideraram a restrição de capital que existe no Brasil. Morreram por que quiserem crescer para lucrar mais, quando aqui é preciso antes, lucrar para crescer, capitalizar e depois partir para crescer. Erros nesse tema nunca são perdoados.

Cidadãos, sociedade, como vamos reagir a esse mar de dor que está por aí? Vamos continuar aceitando os descalabros como tem acontecido até hoje?


Luiz Bersou

18 de abril de 2011

EMPRESARIADO E A COMPRA DO CONHECIMENTO

Tivemos no ano de 1979 a primeira grande máxi desvalorização da moeda, decorrente de um estado de grande penúria nas contas publicas. Na época fizemos a ousada previsão de que haveria uma segunda maxi desvalorização cambial. A primeira não teve o impacto suficiente para provocar os efeitos necessários. Foi insuficiente.

Chamados a defender a tese da segunda máxi desvalorização, ela aconteceu, fizemos em 1979 e 1980, como forma de entender o que estava se passando com as contas públicas, a consolidação das contas do Tesouro Nacional, das empresas estatais, alguns governos estaduais e confrontamos com os correspondentes orça-mentos. Foi um trabalho muito grande, dada a dispersão dos dados, muitas vezes ocultados da visão dos que estavam de fora, por todo um conjunto de interesses duvidosos.

O que encontramos foi um “Buraco Negro”, dos que se encontram nas galáxias. Em uma época em que a expressão “bilhões de dólares” não constava do vocabulário econômico, o que se poderia chamar de prejuízo operacional do Brasil, passava de várias dezenas de bilhões de dólares. As empresas e entidades estatais respondiam por 2/3 do déficit apurado. Foi a primeira vez que se consolidaram aquelas contas e o choque da verdade foi brutal.

Após lenta absorção da verdade, um longo e hesitante caminhar começou a gerar respostas ao que foi encontrado. Austeridade fiscal, lei da responsabilidade fiscal, busca do equilíbrio das contas públicas e a muito necessária privatização de templos do mau exemplo do que é administração do bem público.

OS RESULTADOS
Em casa de pobre, temos que escolher se o cobertor vai cobrir a cabeça ou os pés. Dada a dimensão do caos econômico, que nunca foi devidamente exposto à opinião pública, os resultados alcançados com as contas públicas, que foram muito importantes, nunca satisfizeram devidamente algumas camadas sociais mais sen-síveis ao sofrimento que a pobreza sempre trás.

Ao mesmo tempo um debate não resolvido, sobre o papel do governo, deixou que se passassem muitas opor-tunidades. A partir da política americana dos “Estados Testemunha”, produto da derrota americana no Vietnã, a guerra militar virou guerra econômica. Nasceram os Tigres Asiáticos, para mostrar ao mundo as benesses do capitalismo.

A partir da visão da potencia dos tigres asiáticos, houve o momento, anos 80, em que muitos intelectuais já viam na China a potencia emergente que viria a se transformar no grande devorador de concorrentes que é hoje em dia.

Já havia no pensamento deles a visão de que se o Brasil quisesse vir a ser uma potencia do primeiro mundo, teria que correr mais do que a China. O momento era aquele. Falo ainda de uma China de pobreza extrema, onde se via nas feiras livres de províncias do interior, chumaços de ratos presos pelos rabos, como se fossem chumaços de cenouras. No Brasil, em alguns pontos, ainda existe algo semelhante.

Exatamente nesse momento, uma politica arrecadadora predatória fez com que muitas empresas presentes no Brasil transferissem suas fábricas para outros países. Nunca esqueço o caso de toda uma fábrica, até as luminárias, móveis e tudo o mais,que foi transferida para a Malásia. Logo depois se via nas nossas ruas o mesmo produto, “Made in Malaysia”. O desastre da indústria têxtil foi outro exemplo. Decorrência, entre outros fatores, de uma politica fiscal que iria nos fazer andar mais devagar do que China. Os resultados aí estão.

O PASSADO RECENTE
Perdida a dinâmica que poderia nos dar mais velocidade do que China, outros grandes erros aconteceram. O governo fala em gerar empregos. O que interessa na verdade é prover as condições de criação do trabalho. Emprego é decorrência. O governante brasileiro obcessivamente pune o empresário. Pune a criação do trabalho. Pune aquele que realmente trabalha e muito, para gerar a riqueza de que o país tanto precisa. É visto em muitos fóruns como um ser vil, inimigo do povo. Como gerar trabalho então? Novamente as propostas que já afundaram o Brasil no passado do estado empresário? Tão a gosto dos que não gostam de trabalhar?

Ao mesmo tempo, precisamos considerar o contexto histórico do desempenho dos sindicatos. Já a partir do ano 1.100 notamos a atividade das corporações na defesa dos interesses dos profissionais que elas representavam. Muita coisa boa aconteceu. Para os empregados, para o respeito entre humanos e seus direitos, para a sociedade. Entretanto, a observação da história nos mostra algo inquietante.

Os sindicados são muito bons em transferir riqueza de uns para outros. Não consta da história que eles tenham experiência emgerar riqueza. A visão é distribuir riqueza, o que é muito diferente. Estamos então em um país que pune o empresário e é governado por uma classe política e grupos de interesse, que nunca gerou riqueza ao longo da história.

A GRANDE COMPRA
Por outro lado, como decorrência dos erros e acertos, do tempo que passou, de um contexto internacional que no passado recente nos ajudou muito, classes sociais com mais poder de compra começam a acontecer. Qual será a grande compra que essas classes sociais vão fazer?

Historicamente fomos submetidos a estamento de governos que no passado já fecharam escolas para que os seus cidadãos não aprendessem a ler, temor do conhecimento, temor da leitura da Bíblia, temor do livre arbítrio, visão de que o caminho da perfeição, da salvação está na obediência, submissão e miséria, de um estado que nunca deu importância à educação por medo do voto consciente.

Esse passado dificultou a percepção de que a grande ansiedade das diferentes camadas sociais sempre foi o conhecimento. Questão muito importante em diversos momentos da história da humanidade. Temas do passado, mas que com a globalização e a internet estão renovando de forma muito potencializada a demanda por mais conhecimento, mesmo que o conhecimento transferido via internet seja muito superficial em um primeiro momento como é crítica geral.

Temos então uma grande luz pela frente: a grande compra do brasileiro vai ser “Conhecimento”. A história da humanidade vai se repetir . Que tremam os coronéis do nordeste. Que tremam os palácios dos governantes. Que tremam os que sistematicamente aviltaram a educação e abafaram a formação da consciência social.

A SOCIEDADE CONSCIENTE QUE LUTA
Recentemente o ex presidente Fernando Henrique Cardoso fez um pronunciamento que gerou muita polêmica. Ele se referiu à classe média emergente como foco de atenção de partidos políticos. Os políticos partem do princípio que são eles que fazem a nação. Para eles a obediência dos governados é devida, fator de poder e de permanência no poder.Povo é para isso. Visão de que o povo nada faz, nada sabe, nada pode.

O primeiro ministro de Espanha Felipe Gonzalez, na época do Pacto de Moncloa, fez um pronunciamento que nunca esqueci. Ele disse: o papel do estadista é ter mais velocidade do que a sociedade, correr na frente e preparar os caminhos para a sociedade fazer o seu papel de produzir riquezas.

O político brasileiro nunca entendeu essa grande verdade. Por outro lado, a sociedade brasileira sempre teve muito mais velocidade do que os políticos. As favelas são a prova disso. Velocidade desordenada.

O que a mensagem de Fernando Henrique Cardoso pode provocar? Uma classe emergente que compra conhe-cimento, que estuda, é uma classe com um grau muito maior de consciência social. Sociedade que ouve e pensa. O debate com essa classe social pode gerar milhares de multiplicadores de novas idéias, de um novo orgulho nacional, sem corrupção, onde os fundamentos da honra e da ética fiquem no altar da pátria. Poderemos então ter a velocidade ordenada e convergente para a construção da riqueza.

Toda sociedade quer para os seus filhos exemplos de honra e ética que em geral vem dos seus governantes, das grandes figuras públicas. No Brasil, as figuras públicas nos dão somente maus exemplos. A nossa sociedade vai fazer o caminho inverso, pelo debate de uma sociedade que por se preocupar em comprar conhecimento, vai mostrar aos governantes o que é honra e ética.

AS EMPRESAS E OS FUNDAMENTOS “ENTREGA & HONRA”
“Entrega & Honra” são fundamentos que sempre estiveram presentes na história da humanidade. O estado de consciência entre o dever a cumprir, o planejamento, a tarefa, a qualidade, o trabalho em equipe, a sincronia dos esforços, a velocidade necessária, a boa gestão dos recursos escassos e o estado de prontidão para a superação de tudo isso, fazem parte dos fundamentos “Entrega & Honra”.“Entrega & Honra” pressupõe o esforço de superação pela crença nos objetivos estabelecidos e concordados.

Há muitos anos que escrevemos sobre o que falta no treinamento dos nossos colaboradores. Há muitos anos escrevemos sobre como honra e ética podem contribuir para a melhoria de desempenho de nossas empresas. De nossa sociedade. Fazer em nossas empresas a multiplicação das boas idéias, como FHC está propondo como fator de multiplicação para a sociedade.

Vai dar certo. É um bom caminho a seguir. Cidadão consciente, colaborador consciente, dão diálogo eficaz e produtivo.


Luiz Bersou

28 de fevereiro de 2011

CONSTRUIMOS O FUTURO OU ESPERAMOS PELO FUTURO?


Vivemos um momento na história em que o desconhecido chega cada vez mais depressa. O desconhecido chega cada vez com mais impacto.

O estadista e o presidente da empresa vivem um dilema que agora é grave. Construir o futuro ou esperar pelo futuro? Os antigos planejamentos baseados em previsões de venda eram na verdade meros mecanismos de esperar o futuro. Surfar situações favoráveis e previsíveis. Quantas vezes fiz isso!

Mubarak, ditador do Egito precisou de somente 18 dias para ver o seu mundo mudar completamente. No Líbano vamos ter transformações mais dramáticas que vão afetar a todos. O que aconteceu no Rio de Janeiro transformou em alguns dias a vida de muita gente. Um tipo de fenômeno.

A adaptação das antigas bombas injetoras de motores diesel para motores a gasolina encerrou rapidamente o ciclo de vida de diversas empresas. A solução existia. Os que dominavam as soluções tradicionais não as procuraram. A invenção da entrada USB acabou com os dispositivos de entrada paralela também em curto espaço de tempo. A entrada dos pneus radiais mudou radicalmente a indústria de pneus. O motor elétrico nos automóveis vai transformar radicalmente o setor e os balanços de energia no mundo todo. Inclusive onde houver etanol. Que mudanças a Internet vai ainda provocar no mundo? Outros tipos de fenômenos!

Sabemos hoje que não se pode mais esperar pelo futuro. Há riscos demais no futuro. Com tudo o que está acontecendo, o grande desafio agora é construir o futuro dentro de riscos que possamos administrar.

Como é que se constrói o futuro de nossas empresascom essas velocidades de transformação? O que implantar nas empresas para que elas possam conviver com essas situações? Quais modelos de governança e estruturas de gestão desenvolver para as novas respostas? O que fazer para construir e não esperar?

GOVERNANÇA E ESTRUTURAS DE GESTÃO

GOVERNANÇA é hoje expressão frequente no mundo empresarial. Fala-se de muitas regras, normas e credenciamentos. Governança Corporativa? Outras Governanças? É suficiente? A Governança atende o quê? Governança é a origem ou o fim de um processo de gestão?

Vim de um tipo de formação e orientação em que se discute que estruturas de gestão, governança e organogramas são deduzidos, não são definidos.

As estruturas são função dos objetivos, do estado do cenário, jogo que deve ser praticado, condição de poder existente e velocidade dos acontecimentos. As estruturas são também função do momento que a empresa vive. É a lógica do “Jogo” & “Recurso Coerente”. Questão absolutamente consistente. É suficiente? Sabemos que não é.

QUE RESPOSTAS TEMOS HOJE? QUAIS OS DESAFIOS DE GOVERNANÇA?

Quais são os desafios da Governança tal como apresentados hoje em dia? Refletindo a respeito, podemos relacionar entre outros:

- Transparência.

- Veracidade.

- Credibilidade da gestão pela qualidade dos números.

- Domínio eficaz e real dos números.

- Posição clara perante stakeholders.

- Estratégias econômicas & financeiras definidas.

Mesmo com todos esses quesitos, o que é ainda necessário para estabelecer os caminhos seguros, a condição competitiva e a boa gestão para garantir o futuro? O que falta?

CONSIDERAÇÕES SOBRE A CONSTRUÇÃO DO FUTURO

1) O DESCONHECIDO CHEGA CADA VEZ MAIS DEPRESSA E CADA VEZ COM MAIS IMPACTO

Essa frase de Nassim Taleb é brutal e expressa muito bem o que vem acontecendo. Mapeando os muitos fenômenos que estão presentes nos nossos cenários e analisando a sua complexidade e velocidade de transformação, percebemos que a enorme quantidade de fatores que podem ser soluções mas podem também ser problemas.

De Edoardo de Regibus lembro a frase: A velocidade como referencia de competência sempre esteve presente nas guerras. Os empresários não aprenderam ainda como isso é importante. A velocidade é implacável. O mais fraco supera o mais forte.











Temos então dois grandes desafios que sabemos que podemos vencer: estabelecer os princípios que vão sincronizar a empresa e construir o capital.

2) NO BRASIL A VERDADEIRA DIMENSÃO DA EMPRESA É A DIMENSÃO DO CAPITAL DISPONÍVEL - NÃO EXISTE OUTRA

Que tipo de velocidade podemos ter com esse capital disponível?

Para se ter poder precisamos construir capital. Fato histórico que somente agora se começa a entender a dimensão e a repercussão do fato. Quantas empresas se machucaram muito por não entender essa situação? Se capital é a grande restrição da maior parte das empresas, entender e dominar essa restrição e agir em função do que ela é realmente é fundamental.

A resposta a essa situação existe. Todas empresas convivem com tarefas básicas que sustentam o seu operacional. Estas tarefas consomem recursos. Geralmente não são bem planejadas. O livro “Manual da Empresa Rica” mostra como planejar essas tarefas e como as sincronizar. A sincronia dessas tarefas permite dominar o capital. A sincronia proveniente de planejamentos bem estabelecidos nos dá mais velocidade e melhor uso do capital. Mais poder.

3) POBRE É POBRE POR QUE NÃO SABE VENDER

A história de mais de dois mil anos nos conta que sociedades e empresas pobres são pobres por que não sabem vender e ter ritmo comercial. A observação é dramática pois nos mostra que o bom comércio constrói riquezas. Produção não é fator primordial de construção de riqueza. Pode ser um choque para muitos.

Os diversos ciclos de economia no Brasil, pau Brasil, açúcar, ouro, café, em que medida construíram riqueza proporcional às suas dimensões? Por que tantos países árabes produtores de petróleo estão hoje em crise? Mesmo com o preço do petróleo tão alto?

A sociedade brasileira nunca teve oportunidade e história para o exercício do bom comércio. O comércio de relacionamentos, o mercantilismo de resultados, o trabalho conjunto para administrar o futuro nunca foi experiência bem desenvolvida entre fornecedores e clientes.

Decorre que o Brasil tem um longo histórico de baixo desempenho comercial, tanto no mercado interno como nos mercados de exportação. Os elementos de inteligência comercial e gestão comercial estão disponíveis. Raramente são praticados. Não há mais desculpas para protelar o fazer e administrar o bom comércio, que vai construir o capital de que precisamos. O tema gestão está também bem exposto no livro “Manual da Empresa Rica”.

4) MOVIMENTOS ESTRATÉGICOS PERCORREM NECESSARIAMENTE OS FUNDAMENTOS DO “PLANTAR & COLHER” E DA “ESCALADA ESTRATÉGICA”

É muito comum a elaboração de planejamentos estratégicos para o atendimento de determinados objetivos. Com frequência observamos que os planejamentos estabelecidos não atendem fundamentos básicos da condução estratégica.

O que mais falta nesses planejamentos estratégicos é a capacidade de os executar por falta do conjunto de princípios e do capital suficiente. O poder não se estabelece. A empresa precisa então ter a disciplina para praticar os princípios do “Plantar & Colher” e da “Escalada Estratégica”.

O resultado dessa prática é o crescimento sustentado das estruturas de capital. Decorre velocidade e poder.

5) JOGO ESTRATÉGICO E JOGO DE MERCADO DE ALTA QUALIDADE DEPENDEM DOS NOVOS CONCEITOS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um dos grandes desafios atuais das empresas é a qualidade dos objetivos, tema central das teorias de “Gestão do Conhecimento” e da moderna “Inteligência Competitiva”.

Empresas fixam objetivos. Empresas trabalham bem a qualidade dos objetivos? Existe real conhecimento do que acontece no mercado? Os nossos são da empresa ou dos vendedores? De quem? Estamos vendendo como precisamos? Estamos construindo relacionamentos?

Um tema central nos dias de hoje está ligado a fundamentos de perpetuidade. Os fundamentos de perpetuidade passam pelos temas de fidelização entre as partes, a existência de objetivos comuns entre as partes e a sociedade. É fundamental a percepção de que fidelização raramente se faz com produtos. Fidelização se faz com gente, com serviços.

Desta condição chegamos a outro fundamento. Nesse momento em que inovação é tema estratégico e frequente, bases físicas de clientes fidelizados permitem risco menor nos lançamentos. Eles são recebidos com curiosidade e boa vontade. Vontade de que os lançamentos deem certo.

6) VELOCIDADE DOS CICLOS ECONÔMICOS E VELOCIDADE DE TRANSFORMAÇÃO DOS FENÔMENOS

Cultura do Rigor e Velocidade estão sempre juntos. Um conduz o outro. Um demanda o outro.

Em um momento em que se pede mais velocidade nos ciclos econômicos como resposta à velocidade dos cenários, gestão pela produtividade de capital é mais eficaz do que produtividade de processos. Gestão de capital é gestão de velocidade.

Trata-se de questão muito bem estabelecida. Entra aqui a cultura do rigor. Nossa sociedade não passou por restrições históricas que tenham propiciado a cultura do rigor. Na prática percebemos que a sociedade quer rigor. Temas como ética, ordem, beleza encantam as pessoas. Existe algo mais rigoroso do que a beleza? O mais interessante é que os que estão nesse contexto não querem voltar atrás. A cultura se protege, permanece.

7) A ESTRUTURA DE COMANDO COERENTE COM OS DESAFIOS DO RISCO DA EMPRESA

Temos aqui a entidade complexa que se bem tratada pode gerar grandes resultados. Se não for bem tratada pode atrasar em anos a evolução da empresa.

Nunca esqueço do planejamento de poder muito típico, de uma grande empresa italiana, dimensão mundial e expressão da sabedoria da cultura italiana. Década dos anos 60 e 70. Alternância de presidentes altamente arrojados com presidentes muito conservadores. Um vai para as estrelas, o outro finca o pé na estrada. Funcionava na época. A baixa velocidade de mutação dos cenários ajudava. Esse método podia funcionar muito bem em outros tempos, hoje com a velocidade de mutação dos cenários, fica mais difícil.

Mas havia algo mais importante e que era a razão real do sucesso. Observando a experiência italiana, já se notava a integração profunda entre os poucos níveis hierárquicos da organização. Esta integração na verdade era a expressão de uma cultura de intensa comunicação, a integração de todos com todos e a busca da sincronia mental. Temos aqui a expressão pela integração de uma grande capacidade de ter velocidade, agilidade e ação de impacto.

Entramos então na questão da governança e na questão do tipo de cultura que prevalece na empresa e se ela está compatível com o Jogo Estratégico e Jogo de Mercado que precisa ser executado. Mais que isso, entramos na questão do perfil social dos administradores que estão encarregados de gerir a empresa.









ESTRUTURAS PARA RESPONDER AOS DESAFIOS

A primeira consideração quando entramos nos temas de dedução de modelos de governança e estruturas é






As empresas e os órgãos de gestão não estão acostumados a fazer esse tipo de separação.

Nascem aqui as expressões “Gestão da Construção do Futuro e da Criação da Vida” e “Gestão da Sustentação da Vida”. A partir dessas noções podemos fazer todo o desdobramento de modelos de governança, critérios de governança e dedução de estruturas.

1) GESTÃO DA CRIAÇÃO DA VIDA

É a área e Estrutura de Governança & Poder que tem como objetivo renovar continuamente a vida da empresa.

Estamos agindo de forma especializada nos temas de gestão de cenário, mercado, clientes, produtos, tecnologia e inovação. São temas que interagem fortemente e as entidades complexas e fenômenos em mutação presentes nesse universo requerem uma central de informação e comando muito forte pois o tema é um só: futuro da empresa. A gestão é uma só.



2) GESTÃO DA SUSTENTAÇÃO DA VIDA

Trata-se da área e Estrutura de Governança & Poder que tem como objetivo sustentar a vida da empresa e gerar progressivamente e melhoria de resultados e a capitalização da atividade.

Estamos nos temas da produção, das pessoas e estruturas de RH, das instalações e equipamentos, da capacidade produtiva, da capacidade de resposta às demandas comerciais, da estrutura de capital e seu uso eficaz, respostas às propostas de inovação e investimentos.

Nesse momento em que a velocidade de mutação de cenários é muito grande, a questão do rigor, da qualidade da gestão de processos, da capacidade em planejamento e entrega e domínio em tempo real dos resultados e uso do capital são fundamentais.

As demandas de sincronia pedem uma central de informação e comando muito forte. Uma central de informação que seja capaz de sustentar os novos padrões de velocidade nos ciclos econômicos que cada vez se fazem mais necessários.

3) PERFÍS DE COMANDO PARA A CRIAÇÃO DA VIDA E PARA A SUSTENTAÇÃO DA VIDA

Criação da Vidaé a área que pede como talento, aptidão, o “talòs” grego, a capacidade fazer a leitura dos sinais fracos que se apresentam nos cenários, a interpretação dos fenômenos que estão no caminho e a grande capacidade de diálogo com os amigos e os inimigos.

Complementa esta aptidão a capacidade de dar velocidade e ritmo à empresa. Domínio e qualificação dos objetivos comerciais. Percepção natural da inovação necessária. Profundo conhecimento do mercado e dos clientes.

Capacidade de estabelecer liderança de fato e não somente de direito. Junto com sua equipe, presença permanente no mundo externo da empresa e na realidade da vida.

Sustentação da Vida é a área que pede como talento e aptidão para construir a harmonia e o conhecimento comum. Desta forma a estrutura dos Princípios permite a busca dos objetivos e a plenitude de poder na Resposta ao Comando que vem do mundo externo.

Da harmonia vem a velocidade para responder ao risco externo. Junto com a equipe presença com alguma frequência no mundo externo da empresa para entender a realidade da vida.


Luiz Bersou