18 de agosto de 2010

EBMS - DSS DECISION SUPPORT SYSTEMS E AS RAZÕES DA RIQUEZA NAS EMPRESAS


1ª PARTE - DECISION SUPPORT SYSTEMS
INTRODUÇÃO
São muitos anos que o tema de suporte às decisões busca caminhos e soluções. Os resultados continuamsendo pobres. Somos um grupo que tem tido sucesso nesse caminho e nesta busca de soluções. Há ainda um bom caminho a percorrer, mas os resultados estão chegando e a curva de experiência está se formando.

Este texto serve então para contar os fundamentos que têm sido seguidos. Queremos aqui estabelecer os fundamentos do que dá certo em contraposição ao tradicional esforço do que não dá certo.

O QUE BUSCAM AS EMPRESAS?
Para facilitar a nossa abordagem inicial, vamos limitar por enquanto os objetivos a somente dois temas: as empresas buscam capitalização e qualidade na perpetuidade.

PERPETUIDADE E QUALIDADE
Em seu livro “COLAPSO”, Jared Diamond nos conta como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso.Ao apontar esse fenômeno, ele nos diz também: a perpetuidade das sociedades não é dada de graça. Ela precisa ser conquistada.

No exame dos elementos históricos das sociedades analisadas, encontramos então um grande número de fenômenos que caracterizam o que chamamos de “Entidades Complexas”, conjuntos de fenômenos que têm vida própria e geram conseqüências e “Conjuntos Complexos” que são as suas decorrências.

Percebemos então que a separação entre o caminho do sucesso ou o caminho do fracasso sempre passou pela habilidade, natural ou não, intuitiva ou não, sorte ou azar, em saber captar a existência das “Entidades Complexas”, e em seguida entender as forças que estão vivas dentro delas e lidar com elas.

CAPACITAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE
A formação da Comunidade Econômica Européia foi um esforço extraordinário no sentido de se conseguir novos destinos para os povos envolvidos. Embora esse esforço tenha começado com a comunidade do aço,na Inglaterra, foi um caminhar onde os latinos, que acreditaram mais, precisavam mais, lutaram mais.

Vamos então recordar a fala de Manoel de Forn y Foxà, um dos grandes espanhóis que participaram desta luta e grande companheiro: o papel dos governantes é ter mais velocidade do que as sociedades.
Eles precisam caminhar na frente para abrir os caminhos que a sociedade vai percorrer depois. Para abrir esses caminhos é preciso que eles tenham conteúdo, a forma atual das manifestações das lideranças.






ENTIDADES COMPLEXAS E O SEU ENTENDIMENTO – O SER LIVRE PENSANTE
Buscando elementos de análise em relação às Entidades Complexas, temos que considerar:
1) Os fatos existem. Apenas não sabemos o que eles são e onde estão.
2) O peso do fenômeno e a observação realista nos permitem então mecanismos de encontro do conhecimento.
3) Se o fenômeno uma vez observado já tem massa critica, já tem história. Já tem vida própria. Já estamos chegando atrasados.
4) Detectar os precursores dos fenômenos passa então a ser fundamental.
5) Entramos então na fase de incorporar o conhecimento.
6) Evoluímos para a fase de retenção do conhecimento.
7) Chegamos então á fase da re-significação do conhecimento.
8) Esta última fase permite a ação.

O que observamos sempre? Para que se possa ler e entender as “Entidades Complexas” e agir em função delas, precisamos estar preparados para isso. A formação dos nossos líderes e executivos raramente leva a este preparo.

Os condicionantes que a sociedade nos impõe, desde o nascimento quando nossos pais nos dão um nome,a passagem pela igreja onde somos batizados, pela escola onde todos dizem “é assim”, obedeça, passamos pelas universidades, associações de classe e sindicatos, onde todos também dizem, “assim é melhor”, cria populações de lideres decorrentes deste caminho.

Esses líderes, por estarem imersos na sociedade, obedecem às leis da sociedade, vêem o que a sociedade quer que se veja e assim somente somos capazes de ver fenômenos quando eles já têm vida própria e o que resta é correr atrás.








ENTIDADES COMPLEXAS E INOVAÇÃO
Hoje em dia está muito claro que um dos fatores determinantes da inovação sistêmica nas empresas está no entendimento profundo das “Entidades Complexas”. As “Entidades Complexas” surgem sempre de novas necessidades ou do erro.

OS CISNES NEGROS
Nesta obra tão importante, Nassim Taleb nos mostra que as “Entidades Complexas” ficam a cada dia mais complexas ainda. A velocidade com que o desconhecido acontece, a importância potencial do seu impacto,nos induz então à busca de novas metodologias de observação das “Entidades Complexas”.

Tanto no âmbito da sociedade como no âmbito da empresa, nos damos conta que para os novos entendimentos e interpretações que se fazem absolutamente necessários, o que entendemos como administração não serve mais. Nunca foi tão importante a frase tradicional: gastando sola de sapato é que se conhece o mundo.

INTERNET E O CONHECIMENTO
Nunca foi tão fácil obter informações. Mas encontrar o conhecimento não é a mesma coisa que incorporar o conhecimento. Mais diferente ainda é reter esse conhecimento como patrimônio de cada um e fazer a sua re-significação.

Todo teste de conhecimento passa pela sua re-significação. Não é pela superficialidade de tanta informação que vamos conseguir o conhecimento profundo que é aquele que move montanhas.

A RAZÃO DAS NOVAS COMPLEXIDADES – O COLAPSO DO DEUS SOL
Durante muitos séculos, as “Entidades Complexas” foram simples. A obediência aos sistemas decorrentes do Deus Sol, estabeleceu os regimes de espera e aceitação na sociedade e as estruturas de liderança em suas diversas complexidades. “Estruturas de Lideranças” foram sempre no passado, sinônimas de “Estruturas de Poder”. Tivemos então um caminho de evolução da complexidade do poder de acordo com a sequencia abaixo:

As figuras acima exprimem o fenômeno liderança,intermediação e capacidade de ação, apoiado em estruturas onde cada vez mais a distância entre poder e os liderados é maior. Como são estruturas hierarquizadas, a distância entre as partes define a eficiência dos sistemas.

Razões do colapso do regime soviético passam por essas considerações. O centralismo burocrático não atendeu às demandas da sociedade mesmo por que quis criar uma nova sociedade e não teve fôlego para isso.







O processo de globalização e as facilidades “Web” transformam as estruturas de relacionamento uma nova figura aparece:

Esta figura mostra que estamos na era em que todos se comunicam. Os mecanismos de comunicação abalam as estruturas de poder. A velocidade dos acontecimentos se acelera.






PERPETUIDADE E QUALIDADE NAS EMPRESAS – O SENHOR DOS TEMPOS
Nobuko Matsuchita elaborou um Raciocínio Estratégico para 250 anos. Já se passaram mais de 75 anos e o pensamento estabelecido continua válido. Na recente convulsão mundial, a empresa que ele criou foi uma das que menos sofreram.






Mais do que isso, ele reflete um pensamento que cada dia fica mais vigoroso. Neste momento dramático em que o mundo precisa transitar das sociedades do consumo e ir cada vez mais para as sociedades da sustentabilidade, empresas e sociedade, entidades até agora distintas, tendem a cada vez mais, buscar o sucesso econômico na integração empresa & sociedade.

Desta integração vem a riqueza e sustentabilidade para percorrer o novo modo de vida
.







SOCIEDADES, EMPRESAS, ENTIDADES COMPLEXAS E MODELOS DE ANÁLISE
Na medida em que sociedade e empresas são “Inter Seres” complexos, nessas interfaces, “Over - Lapings” estão sempre presentes as “Entidades Complexas”.

Questionamentos de valor estratégico e “Modelos de Análise” são então os instrumentos que nos permitem aplicar metodologia analítica nas “Entidades Complexas”.

O fato novo é que esses novos “Modelos de Análise” fazem mais do que isso. Eles são a interface de sistemas de TI que ligam as “Entidades Complexas” com os sistemas de informação pertinente, os grandes números de nossas empresas.

ENTIDADES COMPLEXAS, MODELOS DE ANÁLISE E O “ENTERPRISE BUSINESS
MANAGEMENT SOLUTION” – EBMS - DSS
Depois de muitos anos de trabalho objetivando a capacitação para lidar com Entidades Complexas,conseguimos fazer a seguinte ponte:






Na relação sociedade x empresa, a “Entidade Complexa” assume diferentes figuras. Os exemplos abaixo são muito simples, mas sempre cheios de significado.
1) O CLIENTE
O cliente e o seu universo próximo, graças ao aumento dos produtos nas nossas relações, deixam de ser uma Entidade Simples para ser uma Entidade Complexa. Ele pode ser um só ou pode ser parte de redes de distribuições que tem jogos específicos.

Como fazer então com que todas as informações decorrentes das políticas de produto, de clientes, de canais de venda, investimentos, inovação, dos relacionamentos entre empresa e clientes estejam completamente dominadas e em um único lugar? Visão do fenômeno?

2) O CAPITAL DOS VARIÁVEIS
Em um país como o Brasil em que o montante do capital dos variáveis define a dimensão da empresa, dominar em todo momento o planejamento reverso do fluxo de caixa e as contas de capital e onde eles estão aplicados nos mostra uma Entidade Complexa extremamente importante e que precisa ser dominada por todos
.

Considerando que o montante de capital dos variáveis é sempre função do negócio onde a empresa está, este entendimento de fenômenos externos e sua internalização nas empresas passam a ser fundamentais.

Como fazer então com que todas as informações decorrentes das políticas de uso do capital dos variáveis, nos fornecedores, nos processos, nos estoques, nos clientes, nos impostos, estejam completamente dominadas e em um único lugar? – Visão do fenômeno?

3) CONDIÇÕES LOCAIS EM CADA TERRITÓRIO
Um dos fenômenos mais frequentes. As condições locais não são tratadas como “Entidades Complexas”, os modelos de análise pertinentes não são aplicados e decorre então que as parametrizações utilizadas na empresa não servem mais. Os objetivos não estão corretos. Visão do fenômeno?

4) EXPORTAÇÃO, FEIRAS E ENTIDADES COMPLEXAS
O bom aproveitamento de um mercado de exportação demanda o entendimento das “Entidades Complexas” que existem sim nesses mercados. Na busca dessas entidades complexas podemos montar os nossos modelos de análise e fixar então toda a parametrização para se tirar proveito econômico da “Entidade Complexa”. Visão do fenômeno?

Diferentemente, nossos executivos, sempre apressados buscam nas feiras os pontos de encontropara as soluções dos seus objetivos de exportação.


Depois de mais de 40 anos de viagens, nos habituamos a definir feiras como as entidades onde raposas papam os patos novos.

DSS – DECISION SUPPORT SYSTEMS – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Algumas questões importantes que precisam ser colocadas claramente:
1) Cada vez mais o controle de gestão do futuro fica muito mais importante do que o controle degestão do presente ou do passado.
2) A identificação das “Entidades Complexas” como entidades demandadoras de Modelos de Análise singulares, específicos é mandatória. Funciona.
3
) A análise da Entidade Complexa precisa estar presente. A formação de painéis de análise somente a partir de dados transicionais é a causa de tanta frustração na construção dos DSS. Não funciona,principalmente por que faltam as perguntas relacionadas aos fenômenos presentes nas Entidades Complexas.
4) Saber conectar a informação no fenômeno com as informações disponíveis nos sistemas de TI na empresa é o grande segredo. Fazer isso de modo extremamente simples, fácil, rápido, é algo ainda mais importante que todos precisam dominar.
5) Felizmente já existem Modelos de Análise e sistemas DSS que fazem isso.

2ª PARTE – AS RAZÕES DA RIQUEZA NAS EMPRESAS
Queremos levantar alguns pontos e conceitos que estão colocados em prática desde o ano de 1983. Eles têm sido determinantes dos resultados e continuamente aperfeiçoados.

ORÇAMENTO
1) Qual é o grau de motivação que é gerado entre as equipes na montagem do orçamento?
2) De que forma as equipes utilizam o orçamento continuamente como forma de manter objetivos e buscar mais resultados?
3) Quais as conseqüências que podem ser provocadas quando deslocamos o centro do orçamento de tal forma que as equipes comerciais têm nele o fundamento principal de referência da sua atividade?4) De que forma orçamentos simplificados e criados para simulações contínuas podem ser excelente ferramenta para contínua busca dos objetivos e luta por eles?

A LÓGICA DA RIQUEZA NAS EMPRESAS







OS GRANDES NÚMEROS, PEQUENOS NÚMEROS E ENTIDADES COMPLEXAS
Em um momento em que o desconhecido chega cada vez mais depressa, o desenvolvimento da capacidade de estruturar as “Entidades Complexas” que abrigam os fenômenos das mais diversas naturezas que estão no cenário e afetam a vida da empresa passa a ser fundamental.









A CONTRIBUIÇÃO DA GESTÃO DO CAPITAL COMO COMPLEMENTO DA GESTÃO DE PROCESSOS









EXEMPLOS RECENTES DE RESULTADOS
Os três temas acima foram foco de ação para se conseguir os resultados descritos a seguir. Outros conceitos complementares ajudaram também.

1) Lucro anual de importante empresa metalúrgica salta de 2% para 20% em 18 meses.

Causa raiz do sucesso: a sincronia estabelecida entre as diversas forças presentes na empresa e recursos empregados. Conceito dos “Conjuntos Complexos” e suas decorrências foram as diferenças.

2) Lucro de importante empresa produtora de cosméticos salta de – R$1,5 milhões /mês para ponto de equilíbrio em 5 meses e em um ano acumulava lucro de R$5 milhões. Depois cresceu muito mais.Dezenas de milhões de lucro.

Causa raiz do sucesso: a sincronia estabelecida entre as diversas forças presentes na empresa e recursos empregados. Conceito dos “Conjuntos Complexos” e suas decorrências fizeram a diferença.

3) Resultado de importante empresa de produtos químicos, apontado no orçamento anual pelo valor de – 12 milhões/ano. Rapidamente se re-equilibra a empresa o volume de vendas triplica o lucro cresce em proporção ainda maior.

Causa raiz do sucesso: a sincronia estabelecida entre as diversas forças presentes na empresa e recursos empregados. Conceito dos “Conjuntos Complexos” e suas decorrências fizeram a diferença.

4) Empresa de arquitetura, vinda de resultados apenas razoáveis se torna líder de mercado e campeã no lucro.
Causa raiz do sucesso: a sincronia estabelecida entre as diversas forças presentes na empresa e recursos empregados. Conceito dos “Conjuntos Complexos” e suas decorrências fizeram a diferença.

5) Empresa que vivia de contratos com muitos focos de mercado. Reorientação estratégica e grande aumento dos lucros.

Causa raiz do sucesso: a sincronia estabelecida entre as diversas forças presentes na empresa e recursos empregados. Conceito dos “Conjuntos Complexos” e suas decorrências fizeram a diferença.

6) Empresa de TI. Faturamento de empresa média. Lutava com grandes prejuízos. Navega hoje ao nível do dobro do faturamento e com resultados muito importantes.
Causa raiz do sucesso: a sincronia estabelecida entre as diversas forças presentes na empresa e recursos empregados. Conceito das “Entidades Complexas” e suas decorrências fizeram a diferença.

7) Importante empresa de TI do interior de São Paulo. As declarações são de que mudamos a empresa.O conceito de gestão inversa mudou a percepção da empresa em relação aos contratos.Simplificamos a gestão e envolvemos as equipes apesar do viés cultural presente.

Causa raiz do sucesso: a sincronia estabelecida entre as diversas forças presentes na empresa e recursos empregados. Conceito das “Entidades Complexas” e suas decorrências fizeram a diferença.


Luiz Bersou







3 de agosto de 2010

A FILOSOFIA E AS LEIS DA "INOVAÇÃO"



Charles Darwin no magnífico “A origem das Espécies” nos mostra conhecimentos que podemos aproveitar no discurso da “INOVAÇÃO”.

Tudo o que Darwin mostra como desenvolvimento das espécies, animais ou vegetais, é evolução. Vemos então que evolução é a inovação da natureza. A inovação na natureza é sistêmica e inexorável. Desta inovação vem a sobrevivência e a capacidade para lutar e vencer.


Verificamos que ao longo dos milênios, a natureza desenvolveu mecanismos de inovação altamente eficazes. A observação e estudo desses mecanismos podem melhorar os nossos esforços em inovação. Podemos então fazer correlações com o que acontece na natureza, suas leis e o que acontece nas empresas.

AS LEIAS E OS ELEMENTOS COMUNS NOS PROCESSOS DE EVOLUÇÃO E INOVAÇÃO


MINIMALISMO
A natureza é minimalista. Os povos ditos primitivos eram minimalistas em suas relações com a natureza. Tudo o que era feito ou construído tinha a visão do menor consumo de energia e de equilíbrio com o seu entorno. Não gastar ou consumir mais do que o realmente necessário. A natureza não pratica tarefas inúteis e não gasta energia com o que não contribui para o sucesso do ser vivo. Na natureza não existem empregos falsos.

A busca do conteúdo energético menor tem então uma grande força nos processos de evolução por que em sistemas de energia constante, o menor consumo de energia significa capacidade de ataque maior.

Tema que gostamos de discutir em palestras é a diferença entre a grama e o mato. Imaginemos um campo de golfe lindo, grama perfeita. Deixemos este campo por própria conta. Com o tempo, o mato domina a grama. Por quê? O mato é uma entidade biológica que consome muito pouca energia para se sustentar e por isso tem muita energia para avançar sobre o mundo à sua volta. A grama é uma entidade biológica que consome muita energia para se sustentar e por isso tem pouca energia para avançar sobre os outros. Nesta globalização, onde todos se encontram, nossas empresas são a grama. O Brasil é a grama. Os chineses atualmente são o mato.

MINIMALISMO - A NATUREZA NÃO REAGE, MAS SE VINGA
Estamos no momento atual vivendo a situação pela qual a natureza que sempre absorveu todos os nossos desaforos, nos mostra que passamos dos limites. Precisamos então de uma intensificação da busca do minimalismo nos nossos processos de inovação. Até agora a sociedade viveu do êxito do trabalho focado no consumo. Agora temos que aprender a ganhar dinheiro com a sustentabilidade. A economia da sustentabilidade pagará por isso.

A NATUREZA E A INEXORABILIDADE DA INOVAÇÃO
Dentro do mesmo mapa mental pelo qual analisamos os temas de inovação, nos damos conta de que a inexorabilidade é condição “Sine Qua Non”. É o mecanismo pelo qual se criam seres mais fortes. Entidades mais fortes. Empresas mais fortes. Neste contexto atual de globalização acelerada, quem não inova fica para trás. Quem vai ficando para trás começa a morrer.

A NATUREZA E A DINÂMICA DA INOVAÇÃO
A natureza mostra que a inovação é decorrente de processos de trabalho contínuos, minimalistas e formados de etapas que se sucedem em um crescimento. A pequena inovação gera a inovação um pouco mais importante, esta, outra ainda um pouco mais importante e assim por diante. Buscar o pequeno, de forma sistêmica, cria o caminho para construir o grande. Poderemos então ter a grande inovação, a empresa muito mais competitiva.

AS ANTENAS EXTERNAS E A CAPACIDADE DE RECEBER A INFORMAÇÃO
Na natureza, a interfaces do ser vivo com o ambiente externo são as suas antenas externas (a pele de um animal, por exemplo, as raízes de uma planta) e permitem a captura de informações que são enviadas à entidades internas deste mesmo ser vivo. Elas fazem o papel de centrais de conhecimento, que ordenam, acumulam e estruturam permanentemente este conhecimento. No devido tempo, processamentos para acionamento da transformação.

Como a natureza é sempre mais sábia, percebemos que nela existe o equilíbrio entre a qualidade da coleta e a capacidade de acolher a transformação e, no devido tempo, a transformar em vetor de evolução.

No mundo empresarial, os nossos contatos externos, nossos vendedores, nossas equipes de assistência técnica tem o potencial de coletar informações que são as necessidades dos nossos clientes. Eles são a antena externa do ser vivo que é a empresa. A sensibilidade desenvolvida ou a ser desenvolvida para esta coleta pode nos trazer argumentos preciosos.

Nas empresas que de forma planejada ou mesmo intuitiva criam estas centrais de conhecimento, melhoram o desempenho das antenas externas, pois essas sabem para onde enviar o conhecimento adquirido, existindo condição de diálogo mínimo e a construção da sensibilidade para uma coleta cada vez melhor pode ser trabalhada.

A QUALIDADE DA AÇÃO DA INOVAÇÃO NA NATUREZA E NAS EMPRESAS
Na natureza percebemos que tudo que é colocado como processo de evolução leva a resultados finais. A natureza sabe colocar em prática o que ela cria. Ela não fica pelo meio do caminho.

Aqui empresários têm grandes problemas. A taxa de sucesso de introdução da inovação no mercado costuma ser muito baixa. As últimas estatísticas que vivi, indicavam taxa de sucesso de apenas 10% entre inovação desenvolvida e inovação com sucesso de mercado. Percebemos então que inovação não é somente inovação. Ela é um ciclo de atividades, um ciclo econômico e financeiro.

O CICLO ECONÔMICO DA INOVAÇÃO
Podemos ter inovação em tudo na vida. Processos de trabalho, formas de relacionamento, diminuição de custos e apresentação de novos produtos ao mercado. Vamos discutir aqui inovação como novos produtos. A curva abaixo nos mostra curva de vida e curva de liquidez correspondente de determinado produto.







A tabela acima nos leva então às seguintes reflexões:

1. O equilíbrio econômico de nossas empresas depende muito daqueles produtos que estão em fase de maturidade.
2. O bom estrategista sabe equilibrar os diversos produtos em suas diferentes fases.

De certa forma, todos querem o que é representado no gráfico abaixo, conseqüência de boas estratégias em inovação sistêmica de produtos.

Aquele que tem experiência em planejamento da inovação não permite que ocorra a curva abaixo, na qual houve retardamento do ciclo de inovação.

A QUALIDADE DA INFORMAÇÃO COLETADA PELAS ANTENAS EXTERNAS – O CONCEITO DE IMERSÃO PROFUNDA
Na natureza, a qualidade da coleta da informação é sempre produto de evolução das necessidades do ser vivo em suas interfaces com o ambiente externo. A captura dessa necessidade é longa, mas a natureza não tem pressa. Na empresa, onde a velocidade das transformações conta, a transferência do conhecimento em relação às necessidades de nossos clientes ou de outras mutações que estão ocorrendo nos cenários nem sempre é evidente e sempre fica abaixo do necessário.

A ruptura desse modelo é feita pelo conceito da imersão profunda no cliente. A empresa 3M é um excelente exemplo. Como sempre entrega qualidade, a imagem de qualidade abre portas em seus clientes para processos permanentes de discussão do desempenho dos produtos 3M. O sucesso promove o sucesso em escala crescente porque a missão do vendedor é vender, mas também discutir como o cliente faz uso dos seus produtos. Trabalhei com uma empresa de Grenoble na França, com uma grande capacidade de geração de novas patentes. Trata-se de uma empresa sofisticada, nascida do projeto nuclear francês. O seu presidente dizia sempre: as nossas patentes nos foram dadas pelos nossos clientes.

PREPARAÇÃO DA EMPRESA PARA INOVAÇÃO DE ALTO VALOR ESTRATÉGICO
Tema extremamente interessante e muito importante. Pesando os elementos que compõem a metodologia do Jogo Estratégico da empresa, temos os seguintes elementos.

Jogo Estratégico = Gestão do Conhecimento  Plantar & Colher  Motor da Inovação  Escalada Estratégica  Inovação Estratégica  Capital & Poder.

Desenvolveremos esta parte em outros artigos.

13 de julho de 2010

Gestão de custos na Saúde? – Qual Saúde?

Prezados,

Estamos desenvolvendo no Centro do Conhecimento do Conselho de Administração de São Paulo um trabalho extremamente instigante. O Brasil gasta por ano cerca de 140 bilhões de dólares em Saúde. Cerca de 70% deste custo está ligado às doenças crônicas e degenerativas. Os custos com esta classe de doenças crescem mais do que o PIB em praticamente todos os países do mundo. Trata-se de uma maré vermelha que vem vindo, vem vindo e algo terá que ser feito.

Segundo as estatísticas da OMS e do IBGE, a população brasileira afetada por diabetes, hipertensão, câncer, sobre peso mórbido e várias outras doenças crônicas e degenerativas representa cerca de 38 milhões de cidadãos. A conta anual é de cerca de 90 bilhões de dólares.

Uma das conseqüências extremamente negativas está na qualidade de vida. Tratamentos caros, baixa produtividade no trabalho que afeta a vida econômica de qualquer cidadão. Morte durante a vida econômica do cidadão mais ainda. Estes fatos geram um ciclo vicioso que agrava as principais estatísticas.

Esta questão da qualidade de vida passa também pelo custo extremamente elevado das Unidades de Terapia Intensiva, onde infelizmente tantos acabam. Morte cruel e cara desestabilizando as economias de tantas famílias. Como as estatísticas dizem que 10 milhões de cidadãos vão morrer de forma precoce dessas doenças nos próximos 10 anos, verifica-se que as contas não fecham. Vai faltar dinheiro!

O foco dos profissionais da saúde tem sido sempre a questão dos tratamentos para prolongar a vida com qualidade e dignidade. Tradição que vem de Hipócrates e é ponto de honra de todos os sistemas médicos. Trabalhar a cura, estudar a cura de todos os males.

Por outro lado, há uma pergunta muito simples que já foi respondida: o que é mais eficaz, tratar doenças ou impedir que elas aconteçam?

No caso das doenças crônicas e degenerativas, sabemos que as “causas raiz” estão na questão da genética que pode predispor à doença, mas o representativo em termos de “causa raiz”, passa pela alimentação incorreta e mal qualificada, maus hábitos alimentares, fumo, bebida, drogas, depressão e falta de condicionamento físico.

Por outro lado, temos hoje uma estimativa pela qual se pode alcançar redução de 2,5 bilhões de dólares para cada 2% de queda nas doenças crônicas e degenerativas. Esta relação merece todo o nosso respeito e atenção. Para fazer isso, precisamos acrescentar e enfatizar no rol dos recursos médicos, novos conhecimentos e em particular a Nutrologia que nos ajuda a entender melhor os alimentos do ponto de vista alimentação do corpo e da prevenção dessas doenças.

O conhecimento para prevenir doenças a partir da alimentação já é muito significativo. Na verdade ele existe há milhões de anos. Em tese seria muito fácil enfrentar este desafio. Não é fácil, é muito difícil. Há um problema muito sério de comunicação e cultura de nossa sociedade.

Como solução para vencer este desafio, estamos trabalhando pelo “Centro do Conhecimento” no desenvolvimento de um plano de trabalho em que a sua 1ª (primeira fase) busca formar uma base de quatro pés. Comunicação com a sociedade (1), busca de fornecedores de alimentos com qualidade dentro dos padrões da Nutrologia (2), preparação correta dos alimentos e sua ingestão (3) e monitoramento estatístico (4). Outras fases tratam da redução de custos nos tratamentos médicos.

A estratégia na comunicação está em buscar contatos com redes de relacionamento em que lideranças interessadas na saúde estejam presentes e com o projeto. Escolas, em particular aquelas de educação infantil, entidades de ensino de todos os tipos, empresas, governos, forças armadas são entidades em que a comunicação pode produzir efeitos que se multipliquem.

Está sendo surpreendente o interesse de fornecedores de alimento industrializados. Regras claras, regras que valem para todos, rigorosos padrões de qualidade dentro daquilo que é exigido pela Nutrologia interessam às empresas e aos bons empresários, aqueles que sabem da contribuição de cidadão que a sociedade nos pede.

A preparação correta dos alimentos, orientação, dosagem e sua ingestão afetam muito a nossa cultura que leva às doenças em questão. Tema importante que fará parte do processo de comunicação.

O monitoramento estatístico é fundamental. Vivemos uma sociedade em que a exaltação das complexidades gera a satisfação intelectual de muitos. Temos um elevado número de ações pontuais e episódicas, sem que se atinja o núcleo das soluções simples. A nossa proposta que passa pelo Centro do Conhecimento é focar no que diminui o aparecimento dessas doenças. Conter a maré vermelhar. Solução trabalhosa, mas tecnicamente muito mais simples. O monitoramento estatístico passa a ser fundamental por que nesse mundo de políticas e políticas, números tem mais significado. Precisam ser respeitados e base para ações eficazes. Números são números. Saberemos do que estamos falando, dos resultados e do que falta alcançar.

Nesse momento estamos dando formato ao projeto. Como já dito, é grande o número de produtores de alimentos industrializados que se preocupam com a questão. Muita coisa é possível. Muito progresso pode acontecer. Se você tem interesse nesse campo de negócios, entre em contato. O projeto é muito desafiador, é muito importante e requer a participação de todos, empresários e governos. Políticas de incentivo fiscal serão necessárias. Muito trabalho.


Luiz Bersou

11 de junho de 2010




Desafios das Organizações no Século XXI:
O Papel Estratégico da Inovação
O Case Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD)


Objetivo
Lançamento Oficial do Grupo de Excelência em Administração de Pessoas e apresentação de suas propostas gerais como, realizar estudos e pesquisas voltados para o desenvolvimento qualitativo dos Administradores, difundir conceitos e boas práticas de administração e criar publicações para a difusão de conhecimentos e experiências.
A palestra ilustrará o caso do CPqD – Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações. Criado há mais de 30 anos e atuando na área das Tecnologias de Informação e Comunicação, o CPqD tem atravessado as mudanças de cenário externo e ajustado seu posicionamento estratégico tendo a inovação como força motriz e o benefício dos clientes e da sociedade como foco.

Palestrante

Hélio Marcos Machado Graciosa
Presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e do CPqD Technologies & Systems Inc.

Presidente do Conselho Consultivo e membro do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Telecomunicações – TELEBRASIL.

Presidente do Conselho Deliberativo do SISTEL.

Ex Presidente da Sociedade Brasileira de Telecomunicações (SBrT), onde atualmente é Sócio Emérito.


Data:
17 de Junho de 2010 – Quinta-Feira 18h50 às 20h30.
Local:
Auditório 2 do Conselho Regional de Administração de São Paulo - Rua Estados Unidos, 865/889 Jardim América – São Paulo - SP
Vagas Limitadas! Confirme a sua presença !
Fone: (11) 3087-3200 ou pelo e-mail eventos.participe@crasp.gov.br - Departamento de Relações Externas

* Certificados poderão ser emitidos mediante solicitação após a participação no evento.
** Estudantes poderão apresentar o certificado nas Instituições de Ensino a fim de pleitear créditos para atividades complementares.


Realização


CRA GEAPE

Apoio

GEEI GEEP

8 de junho de 2010

A FORMAÇÃO DO HOMEM

A questão da qualidade da nossa sociedade e sua capacidade de construir o futuro que queremos está cada vez mais merecendo atenção e preocupação de todos. Existem aqueles que acham que tudo vai dar certo e aqueles que são mais conservadores e mostram preocupações por várias razões. Diante desta divergência cabe a pergunta: Estamos construindo as bases para o futuro que queremos? Que bases são estas?

Na Grécia antiga, a educação como forma de construir o homem virtuoso era o centro das preocupações da sociedade. O tema “Paidéia” (Werner Jaeger), conjunto de conceitos ligados á civilização, cultura, tradição, literatura e educação tinha foco na formação de um elevado tipo de Homem. O Homem Virtuoso. Segundo Heródoto, a idéia da educação representava todo o sentido do esforço humano.


Segundo os Gregos, a educação não é um esforço individual. A tarefa da Educação pertence por essência á comunidade, é dever de todos, obrigação de todos, pois ela é o resultado da consciência viva que rege a sociedade virtuosa. A sociedade virtuosa é aquela que gera os verdadeiros homens, o ser completo. O caminho da perfeição era e é o caminho da educação. O caminho da perfeição era o da vida em sociedade, vida em comunidade, em família, nestes tempos atuais, vida em equipe. Vida virtuosa.

O relato histórico nos conta que os Espartanos foram grandes guerreiros. Sutiliza: a unidade mínima do exercito espartano não era o soldado. Era uma dupla de soldados. Ataque e defesa. Equipe.

Da virtude vem o espírito que era designado como a região da verdade e belezas eternas. Foi nesta atmosfera que os gregos nos deixaram o seu legado, tão acima das nossas atuais percepções do que deve ser a vida em sociedade.

Deste legado nos chegam acervos que nos surpreendem: a visão do “legislador – educador”, questão impensável no momento atual de nossa sociedade, a visão “educação – honra”, deixada nos textos de Homero, Platão e Aristóteles, a visão “trabalho – honra” deixada nos textos de Hesíodo, “medicina – honra” deixada por Hipócrates e a bravura guerreira expressa nos termos de “astúcia – prudência”.

Deste passado nos vem a expressão “Talòs”, estar com os deuses. Era a preocupação dos mestres que seus alunos vivessem com os deuses. De “Talòs” nos vieram as expressões “talento” e “vocação”. Talento e vocação na relação “trabalho – honra”, mas também talento e vocação na relação “homem – virtude – grupo – sociedade - equipe”.

Tudo isso é passado.

No âmbito da visão moderna, em especial no Brasil, veio a dissolução e destruição das fundações da sociedade virtuosa. Veio então a debilidade, a falta de segurança e até a impossibilidade de qualquer ação educativa.

De um momento histórico em que o centro das preocupações da sociedade era a educação, vivemos a nossa realidade do dia a dia, onde educação não é prioridade e pior do que isso, a busca da construção do Homem Virtuoso pela educação nem é entendida como algo necessário e bom para qualquer sociedade. Nem é entendido também que na construção do Homem Virtuoso, a educação representa todo o sentido do esforço humano. Deveria ser este o nosso grande legado.

Sociedades focadas no sucesso econômico não se consolidam na ausência dos fundamentos da educação como foco estratégico. Sociedades focadas na educação, na gestão do conhecimento, criam os fundamentos estratégicos que lhes permitem aspirar ao sucesso econômico. O Brasil não aprendeu ainda esta lição.

Registro histórico interessante: consta que o sucesso econômico dos países anglo-saxônicos se deveria ao fato de que a questão do lucro era algo bem vindo pelas igrejas reformistas, o que não acontece com as igrejas ligadas ao catolicismo.

Registros mais recentes nos indicam que uma das bases do sucesso econômico esteve no fato que a indução da leitura da Bíblia levou os crentes reformistas ao poder do conhecimento e sua disseminação. Aprender a ler com a Bíblia gerou o sucesso econômico, não somente a visão de que lucro é bom. Educação gerou sucesso econômico.

Raramente conhecimento gera resultados. Conhecimento estruturado e sistematizado pode gerar resultados. Como paliativo à falta do conhecimento, falta de recursos humanos válidos que possam atender ás necessidades das empresas, aceleramos treinamentos de ordem técnica como questão necessária para a busca do sucesso econômico. Treinamentos de ordem técnica não são suficientes para estruturar e sistematizar conhecimento.

A pergunta que fazemos, recordando a expressão “Talòs”, é: Esses técnicos estarão com os deuses? Ou serão apenas arremedos dos homens virtuosos, os quais tanta falta fazem à nossa sociedade. Haverá realmente sucesso econômico? Os homens que comprarão os nossos produtos serão virtuosos ou apenas pequenos zumbis? Como a construção do homem virtuoso se propagará dentro de nossa sociedade?

Em vez de criarmos tecidos sociais convergentes que estruturam sociedades e sucesso econômico, estamos criando colchas de retalhos que não são convergentes e não estruturam sociedades. Voltando ao primeiro parágrafo, concluímos que não estamos construindo as bases para o futuro que queremos.

O que precisamos fazer em termos de educação o povo grego já fez. Não devemos ter vergonha de recriar a roda. Pena que estejamos perdendo tanto tempo. Acho que todos aqueles que lutam pela educação deveriam ler Paidéia. E mudar tudo!



Luiz Bersou

11 de maio de 2010

Soluções para os desgastes tradicionais nas implantações de sistemas ERP

Tema recorrente na administração de empresas é a questão da implantação de sistemas ERP, as grandes promessas de gestão moderna e eficaz e domínio dos números tão necessários, que tão raramente são cumpridas.

Cronogramas prometidos para meses viram anos, custos que se multiplicam, paralisações nas operações transacionais nas empresas por problemas de lógica nos números, inconsistências em relatórios são frases muito mais frequentes do que a frase tão desejada – tudo deu certo. Complicado, não costuma dar muito certo!

Como observadores frequentes deste tipo de situação, encontramos sistematicamente causas raiz muito parecidas. A primeira delas é a de que muitos gestores ainda entendem que gestão de empresas é feita por controle de centros de custos, desvios de orçamentos e relatórios. Esta visão é parcialmente correta apenas no conjunto das transações operacionais.

Por outro lado, os fenômenos que acontecem na vida da empresa carregam um crescente grau de complexidade que requerem sua interpretação específica. Estamos aqui nos verdadeiros fundamentos da gestão. Qual é exatamente o modelo de negócio que precisa ser referência para a “maquete da empresa” que é referência na gestão? Qual é exatamente o modelo de análise que conecta o conjunto dos pequenos números com os fenômenos que precisam ser interpretados? Quais são os fenômenos mais frequentes que precisam de interpretações mais agudas?

Percebemos então que ocorre com muita freqüência a situação pela qual o contratante não tem claramente estabelecido o que precisa ter como alimentação do seu modelo de análise, por que não investiu nesta questão. Decorre então que se modelo não foi pensado, o contratado sempre acha que a sua ferramenta resolve todos os problemas do contratante. Não resolve!

Nestes casos o contratante fica sem modelo de análise por que não pediu. O fornecedor não tem como fornecer o que não foi solicitado a não ser pelos relatórios tradicionais e esta falta é sempre compensada tentativamente por pilhas de relatórios em Excel. Trata-se de excelente ferramenta para as aplicações corretas, não servem nestes casos em que se requerem maior rigor e consistência de análises e sempre poluem a gestão das empresas. Não solucionam o principal que é a interpretação dos fenômenos. Este é o nosso encontro do dia a dia.

Temos convivido com situações em que sistemas ERP precisam ser reimplantados, sistemas transacionais críticos como fluxo de caixa não funcionam e situações em que simples carga automática de dados e transações com bancos se atrasam por anos. Esta situação é muitas vezes aceita pelo contratante como se isso fosse normal.

Estamos vivendo uma solução interessante para muitos desses problemas. Primeiro, iniciar a questão de aquisição de sistemas de ERP pelos modelos de análise e identificação de fenômenos que precisam ser mais bem interpretados já é começar bem. Define muita coisa. Tipicamente um dos fenômenos mais importantes na gestão das empresas é o domínio das flutuações na estrutura do capital de giro operacional dos variáveis no dia a dia das transações operacionais. Poder planejar a utilização deste recurso é fator fundamental de gestão.

Temos percebido um fato interessante e muito importante. Quando fazemos o monitoramento em tempo real das contas do capital de giro dos variáveis, automaticamente evidenciamos a maior parte das incongruências de números que estão nas operações transacionais e que não são percebidas nem pelos sistemas de ERP e nem pelas análises dos gestores. Na prática o sistema de monitoramento de capital é um poderoso filtro de incongruências, ajuda a localizar as mesmas e apressa a resposta correta dos sistemas ERP. É uma interessante e grande vitória.

Outro grande fenômeno que afeta a vida das empresas é o cliente. Transações complexas, muitos produtos diferentes, custos comerciais elevados, muita chamada de capital de giro dos variáveis pelas concessões comerciais, requerem a correta e precisa identificação do resultado econômico e financeiro que o cliente nos proporciona. Temos aqui o conceito de que resultado no cliente é mais importante do que o resultado no produto.

Aqui também quando monitoramos em tempo real o resultado no cliente, percebemos que a ferramenta de TI é um poderoso filtro de incongruências proporcionadas por descontos não claramente estabelecidos, verbas promocionais não claramente monitoradas e sem relação de causa e efeito em termos de resultados comerciais, devoluções e bonificações que geram transações imperfeitas nos sistemas ERP e assim por diante. Trata-se de outra interessante e importante vitória.

Percebemos então que monitorar em tempo real os fenômenos presentes nas contas dos recursos aplicados como capital de giro operacional dos variáveis e os fenômenos que acontecem nas transações no cliente já é um importante processo de higiene das estruturas dos números que dá consistência e previsibilidade na implantação de sistemas de ERP. Menos sustos e menos decepções. Mais possibilidade de se dizer: tudo deu certo.

Complementarmente, a insistência e aprofundamento nos modelos de análise dos negócios e a evolução tecnológica que permitiu a criação de sistemas de TI que dominam os fenômenos apresentados acima é um fato extremamente importante, particularmente para as empresas que lutam com escassez de recursos de capital de giro operacional dos variáveis. Sutileza importante, o monitoramento dos recursos em tempo real mede a sincronia entre os diversos planejamentos operacionais com os quais a empresa é obrigada a conviver. O lucro aumenta.

Se você está com problemas neste tema, está convidado para reunião no Centro do Conhecimento do Conselho de Administração de São Paulo, que vai acontecer dia 19/05/2010, 9 horas onde será explicado como estes filtros estão funcionando. Os resultados são sempre muito interessantes. Está feito o convite.

Para a reunião no Centro do Conhecimento por gentileza confirmar presença com Daniele Werner no e-mail daniele.werner@bcaconsultoria.com.br

Luiz Bersou

28 de abril de 2010

Capacitação nas empresas e gestão do conhecimento



Prezados amigos,

Na medida em que os cenários evoluem, novas demandas se apresentam cada uma com a sua própria urgência. Com o sopro de recuperação econômica com o qual a nossa sociedade já se satisfaz, nos damos conta que os colaboradores que queremos contratar ou não existem ou não estão disponíveis. Diante deste quadro muitas empresas fazem investimentos em cursos rápidos, internos, como forma de remediar o irremediável e tapar os buracos do curto prazo. Se a nossa velocidade de crescimento fosse maior, que problema, que desafio!

A questão já adquiriu tal agudeza que é noticia a idéia de importar mão de obra com conhecimento. Como não temos cidadãos capazes aqui, vamos trazer de fora, onde eles são bem formados e produtivos. Alguém pagou por isso lá fora. Alguém pagará mais por isso aqui.

Do outro lado deste cenário, por injunções políticas cada vez fortes, a questão do mérito, da luta pela formação, da luta para vencer os desafios, do esforço, da ética é deixada de lado. O mérito incomoda. O mérito chega a ser alvo da chacota, do deboche. Em uma sociedade em que todos têm direitos e não precisam ter deveres, o nivelamento é por baixo, onde se consegue mais votos.

O resultado de tudo isso é que na corrida tecnológica ficamos cada vez mais distantes dos outros. Lembro que quando ia aos Estados Unidos e Europa com freqüência eu comentava que o nosso atraso era de 30 anos, mas que íamos diminuir. Para quanto subiu o nosso atraso tecnológico neste momento atual? Conhecimento e tecnologia são fundamentos com os quais não se brinca.

Olhando do lado das universidades e dos cursos “MBA”, ficamos espantados com a distância do que é ensinado com aquilo que é a vida real. Cabem aqui algumas considerações. Faz parte da história que conhecimento é um acervo. Não necessariamente conhecimento produz resultado, em particular no curto prazo. Conhecimento não estruturado então raramente produz resultados no tempo desejado. Muitas vezes, os colaboradores entram e saem e “entrega” que é bom é muito pouca ou quase inexistente.

Conhecimento estruturado aplicado pode e deve produzir resultado em curto prazo. Acontece que são muito poucas as entidades de ensino que sabem realmente diferenciar o que é conhecimento e o que é conhecimento aplicado e se interessam por esta questão.

A ponte de ligação entre o conhecimento estruturado e a aplicação é muito estreita. Precisa ser estreita que é para não sacudir o estamento engessado do que é ensinado nas escolas. É mais cômodo continuar como estamos. Em muitas escolas, infelizmente é assim, os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem. E muitos estão satisfeitos!

Na relação “aluno – professor”, temos em nossa opinião uma tragédia. A expressão educar nos traz o significado do transmitir, dizer como é. Esta expressão carrega consigo séculos de submissão intelectual, obediência ao professor, obediência àquele que ensina. Pior, receber sem discutir.

Na antiga Grécia, a expressão educação, ensino, estava muito ligada ao debate, à contestação, ao desafio da prática. Resumindo, o ensinamento grego antigo nos diz que “educação = contestação + experimentação”. O ensino que recebemos aqui é “aceite sem contestar”, obedeça. Neste caso estamos mais de 3.000 anos atrasados.

A relação “aluno – professor” se replica na nossa sociedade. Não contestamos nada. Aceitamos tudo. Felizmente, nesta sociedade temos alguns que se salvam. Os empresários, que lutam para construir empresas sadias e competitivas, de forma bem diferente daquilo que é ensinado nos acampamentos e escolas do MST. Ensino este que é dado com todas as bênçãos de nossos governos e entidades representativas. Somos traídos.

A história nos ensina que estamentos estáticos não levam a nada. A sociedade tem nas dinâmicas, das iniciativas os fundamentos das mudanças. As escolas e universidades hesitam em ir às empresas na busca da construção do conhecimento aplicado, daquilo que elas realmente precisam. Estão em condição estática. Este movimento é extremamente difícil, penoso para elas. Muito raras iniciativas nesta direção.
Por outro lado, conhecimento aplicado é exatamente o que as empresas precisam. As escolas têm vivido historicamente de forma extremamente conservadora, distante do mundo real. Por outro lado, as empresas estão no mundo real e não existe alternativa a esta condição.

As escolas ficam obsoletas, mas sobrevivem, por que a sociedade aceita esse “status quo”. Empresas não têm este beneplácito social. Elas podem morrer por falta de conhecimento. No mínimo elas perdem condição competitiva.

Quem perde mais, as escolas ou as empresas? Empresas, que ainda tem uma sobrecarga de encargos pela educação que faltou!

O que os empresários precisam então? Aqui entra a questão da gestão do conhecimento que é necessário para os dois lados. Trabalhar para caracterizar as necessidades do que um precisa e do que o outro terá a oportunidade de fornecer. Este é o tipo de trabalho direto com quem interessa que empresas, grupos de empresas, que querem evoluir podem desenvolver. É o tipo de encontro que é necessário.

Mapas de necessidades são informações que poucas empresas têm. Muitas vezes esta informação até existe, mas não gera busca de soluções. Tarefa de planejamento. O planejamento seguinte é o do mapeamento das possibilidades das escolas. Tentem, não desistam, que em muitos casos já deu certo.


Luiz Bersou

31 de março de 2010

O verdadeiro crescimento sustentado.

A questão do capital disponível para sustentar o crescimento.

Neste momento de melhoria de cenários, existência de projetos importantes como o pré-sal, a infra-estrutura para o campeonato mundial de futebol e Jogos Olímpicos, nos deparamos com muitas iniciativas visando preparação das empresas para as oportunidades que estão se apresentando. Depois de tantos anos de crescimento pobre em comparação aos países do mundo que lideram a modernidade e concorrência chinesa, oportunidades se apresentam. O aproveitamento destas oportunidades nos levará a crescimentos consistentes? Quais são os cuidados?

A visão de uma aceleração no ciclo econômico da sociedade nos leva a pensar em novos produtos, reforço das equipes comerciais, melhoria na capacidade instalada quando se trata de indústria & comercio, projetos de comunicação com o mercado, formação de pessoal e assim por diante.

Em outros textos já divulgados neste blog, comentamos o que é a filosofia do crescer para lucrar, base dos fundamentos de gestão presentes na gestão por economia de escala. Os debates que temos continuamente no “Centro do Conhecimento” do Conselho de Administração de São Paulo nos levam sempre à conclusão de que os quatro fundamentos que sustentam a gestão por economia de escala no primeiro mundo não dão às empresas brasileiras o tão desejado crescimento sustentado e de baixo risco.

Recordando, os quatros fundamentos que sustentam a gestão por economia de escala são (1) a disponibilidade de capital de giro abundante e barato, (2) custos comerciais muito baixos, (3) custos fixos muito pequenos em relação às receitas e custos variáveis e (4) a capacidade de conseguir
produção de baixo custo.

No Brasil nenhum destes quatro fundamentos se cumpre. Aquele que é mais evidente é a restrição de capital que existe no Brasil. Mas os outros pesam muito também. Esta situação gera como conseqüência o aumento de risco da empresa como um todo.

Estes quatro fundamentos são no Brasil quatro desafios, que são de todos e que precisam ser superados com talento e inteligência.

Temos hoje respostas para os quatro desafios e resultados comprovados. A base de referência dos quatro desafios é a filosofia de lucrar para crescer como alternativa ao crescer para lucrar da economia de escala, criação de uma massa crítica de capitalização, a partir da qual a empresa empreende vôos mais seguros, gestão mais confortável e de menor risco. Pode então crescer dentro das suas oportunidades e objetivos de mercado. A base desta resposta são os chamados Motores.

As metodologias de trabalho que respondem aos quatro desafios são identificadas como Motor do Capital, Motor Comercial, Motor do Humano e Motor da Curva de Experiência. As metodologias destes Motores já existem há alguns anos e sempre produziram resultados positivos.

Como evolução muito importante, os debates e experiências discutidas no “Centro do Conhecimento” evidenciam que a aplicação sincronizada das metodologias presentes nos quatro Motores acelera em muito a resposta da empresa e propiciam ganhos de capital muito consistentes. Gestão sustentada de baixo risco.

No próximo dia 14 de abril teremos no Centro do Conhecimento mais uma rodada com palestras e Gestão do Planejamento e Estruturação do Conhecimento que tem cronograma de trabalho até o ano de 2014.

Se o leitor tem interesse no planejamento e construção de conhecimento de ponta, atualizado, moderno, venha participar. O acesso é livre e todas as profissões participam do Centro do Conhecimento.

Lembrete: sincronizar os quatro motores dá muito certo.


Luiz Bersou

12 de março de 2010

Evolução da condição competitiva – Gestão Estruturante– Além do PMI

Gestão: os novos padrões de gestão do conhecimento para competitividade aplicada à Engenharia

• Data 17/03/2010
• Início 19h00
• Término 21h00
• Local Instituto de Engenharia - Av. Dr. Dante Pazzanese, 120 – Vila Mariana

Programação:

O amadurecimento do mercado mais complexo e competitivo vem exigindo o desenvolvimento de aptidões em inúmeras áreas que não são cobertas no curso tradicional de formação de engenheiros.

Buscando suprir esta lacuna a vice-presidência de atividades técnicas do Instituto começa a oferecer, em convênio com as mais renomadas escolas de Engenharia e Administração, um programa de complementação, com atividades em diversas áreas relacionadas com o real exercício profissional da Engenharia ou áreas correlatas.

Esse conjunto de atividades procurará auxiliar os profissionais a aumentar a lucratividade de uma empresa/empreendimento aprimorando seus processos de gestão.

Para isso, o engenheiro Luiz Bersou, em conjunto com o Centro de Excelência do Conhecimento do Conselho Regional de Administração de Empresas do Estado de São Paulo, ministrará uma série de palestras na sede do Instituto, sendo a primeira delas destinada àqueles que tenham responsabilidades no resultado de um empreendimento de qualquer porte, seja uma pequena obra, seja a gestão de um complexo industrial transnacional com milhares de funcionários.

Observações:

Sobre o palestrante
Com mais de 40 anos de experiência desenvolvendo e aplicando seu método, como consultor de grandes organizações nacionais e internacionais, o engenheiro Luiz Bersou mostra como identificar recursos “adormecidos” e aponta meios para que os mesmos passem a contribuir para o aumento do resultado do empreendimento e da empresa.

Inscrições:
divtec@iengenharia.org.br

Instituto de Engenharia - Divisões Técnicas
Av. Dr. Dante Pazzanese, 120 - Vila Mariana - São Paulo - SP
Cep.: 04012-180 - Tel.: (11) 3466-9250
divtec@iengenharia.org.br

4 de março de 2010

Um salto importante nas práticas de gestão

Prezados amigos.

COMPETITIVIDADE EM PROCESSOS PRODUTIVOS – GESTÃO TRADICIONAL
A história da competitividade em processos produtivos passa por vários estágios interessantes, todos eles válidos em qualquer tempo.
1 - Tivemos o período histórico dos “Tempos e Métodos”, onde se construiu os alicerces dos sistemas produtivos. Interessante observar que esta matéria foi tão importante para o humano que se encontra registros desde o ano de 1.100 na construção das catedrais na Inglaterra.
2 - O advento das “Linhas de Montagem” foi outro momento, onde a questão dos tempos e métodos ficou mais importante ainda.
3 - Houve então um salto importante que foi aquele da evolução dos “Controles de Qualidade”, ainda no conceito de controle mesmo.
4 - O sucessor do período do controle de qualidade foi aquele em que se deu um enorme salto nos métodos de trabalho, quando se partiu para a busca da “Qualidade nos Processos”.
5 - A etapa da qualidade nos processos gerou outro momento muito importante, o momento da rastreabilidade e coordenação fina entre as diversas etapas, envolvendo fornecedores, cadeias produtivas e clientes, foco na “Sustentabilidade e consistência dos Processos”.
6 - Por último, a “Gestão do Capital nos Processos Produtivos” trouxe um salto “quântico” em termos de competitividade, como fator de ritmo e administração da velocidade na administração do capital. Mas tudo isso é passado.

O QUE É QUE FIZEMOS ATÉ HOJE?
A grande característica da gestão tradicional é o esforço na melhoria de desempenho em relação ao que é constatado por observação direta, análises estatísticas simples, relatórios de custos e eventos, dados de centros de custos. O que temos aqui é a constatação pela visibilidade evidente e utilização do conhecimento tradicional. É o que estamos designando atualmente como Gestão do Visível.
Cabe então a pergunta: é visível tudo aquilo que acontece com os nossos processos de trabalho, nossos processos produtivos?

COMPETITIVIDADE EM PROCESSOS PRODUTIVOS – NOVAS ANTIGAS FERRAMENTAS – GESTÃO PELA VISUALIZAÇÃO PROFUNDA DE FENÔMENOS

O grande progresso em que estamos trabalhando é o que estamos designando por Gestão pela Visualização dos Fenômenos. Novos conceitos em Modelos de Análise nos levam a interpretar muito melhor o que acontece dentro e fora das empresas que não é percebido normalmente.

Já de muitos anos pregamos que a gestão da empresa não pode mais ser feita por relatórios e dados de centros de custo. A velocidade com que o desconhecido chega é cada vez maior e o que está acontecendo dentro e fora das empresas já não pode mais ser expresso por coleções de dados e informações pontuais. Chegamos à época em que precisamos procurar na nuvem de dados que nos cerca os fenômenos que estão ali presentes.
Temos exemplos importantes: a gestão do capital dos variáveis é fundamental para o sucesso das empresas. O que se passa com a estrutura e mutações do capital dos variáveis a cada instante é um fenômeno e somente tendo modelos de análises corretos vamos entender o necessário e suficiente como é este fenômeno e como se deve agir em relação a ele.

Outro ponto importante é, na gestão comercial, o fenômeno que é o nosso cliente. A convergência de muitas informações diferentes segundo modelos de análise especializados é que permite o pleno entendimento da vida dos nossos clientes e nos habilita a decisões eficazes em relação a eles e a correta fixação de objetivos.

Entrando agora no campo dos processos produtivos, sejam industriais ou de serviços, verificamos que há todo um campo de fenômenos invisíveis para serem analisados.

Esta nova e antiga capacidade de ver o invisível vem com instrumentos poderosos dos Modelos de Análise, ferramentas avançadas que tem uma simbiose fundamental com Modelos Matemáticos e Estatísticos Avançados. É o que estamos designando atualmente como Gestão do Não Visível - Modelagem matemática como forma de reinterpretar os processos produtivos, nas mais diversas áreas do trabalho, permitindo novos padrões de observação, análise e como conseqüência padrões superiores de tomada de decisão.

Como complemento fundamental, a presença do Humano na relação com os processos de trabalho. Importante: aplicação simples. Complementa de forma poderosa a nossa gestão tradicional. O que antes era complexo, caro, exigindo pessoal altamente especializado, hoje em dia continua exigindo pessoal especializado, mas tudo ficou mais simples. Qualquer empresa pode se habilitar para este desafio.

Os resultados são de alta magnitude. Melhorias de desempenho produtivo, sustentação da qualidade e aumento do ritmo dos trabalhos e diminuição de custos.

Está se iniciando no Centro do Conhecimento do Conselho de Administração de São Paulo um ciclo de palestras e encontros sobre esta temática, onde entra também o “Foco na Inovação” Os que participam ficam encantados com a beleza das soluções. No fim, mais lucro para os interessados.

Luiz Bersou

1 de março de 2010

Gestão do Conhecimento e sua plena utilização

Prezados amigos.

Fatos auspiciosos acontecendo.

A partir de 2008, o Prof. Walter Lerner, emérito professor do meio acadêmico, conseguiu dar um grande impulso ao tema da gestão do conhecimento e sua plena utilização dinamizando no âmbito do Conselho de Administração de São Paulo, CRA-SP, a instalação do Centro do Conhecimento que é uma organização aberta a todas as profissões.

Esta abertura gerou o encontro do conhecimento entre médicos, matemáticos, físicos, engenheiros, psicólogos, jornalistas , especialistas em RH, Marketing, Vendas e administradores entre outras tantas profissões e envolvendo centenas de profissionais de alto grau de conhecimento e todos eles tendo um ponto em comum: interessados em fazer mais e melhor.

Dentro desta dinâmica, o Centro do Conhecimento também assinou protocolos de relacionamento e apoio com entidades de pesquisa e ensino, unindo demanda de ensino com oferta de ensino, dentro de padrões superiores de exigências.

Como exemplo do resultado deste esforço, temos hoje em funcionamento o Curso de Engenharia Biomédica na PUC, atendendo a uma demanda de mercado fundamental, formulações inovadores de gestão de empresas de pela administração do capital e soluções importantes para várias outras demandas de capital.

Um dos temas importantes tratado no centro é a “Gestão de Empresas Familiares”.

O conhecimento que está sendo convergido no Centro do Conhecimento está se transformando em livros. No dia 4/março/2010, vamos ter o lançamento do 16º livro editado pelo Prof, Walter Lerner, como coordenador, endereçado à GESTÃO DE EMPRESAS FAMILIARES e fruto do conhecimento de várias profissões convergidos no Centro do Conhecimento.

O convite está em anexo.

Venham conhecer as instalações do Centro do Conhecimento e as pessoas que estão construindo novas formas de fazer o conhecimento gerar resultados práticos.

Abraços,


Luiz Bersou
www.luizbersou.blogspot.com
www.bcaconsultoria.com.br
luizbersou@bcaconsultoria.com.br






























9 de fevereiro de 2010

O que as empresas de hoje esperam do RH?

Prezados amigos,

O contexto
Vivemos em um contexto em que o contrato entre a empresa e o colaborador é cada vez mais volátil. O tempo da convivência conjunta empresa e colaborador é cada vez menor. A rotação de cargos é elevada. O conhecimento não se sedimenta.

Paralelamente a empresa vive outro contexto também muito desafiador. O desconhecido chega cada vez mais depressa e nos surpreende cada vez mais. O que não sabemos fica cada vez mais importante do o que sabemos. O quadro é de desafios cada vez maiores e recursos humanos cada vez mais voláteis. Como resolver?

As demandas
O cenário e sua evolução nos leva a uma nova demanda em relação aos especialistas de RH. Uma parte de nossa resposta a este quadro está na forma como estes especialistas vão responder a essa demanda. São elementos de referência:
1º: Aumento da demanda por mais poder de observação e análise por parte dos nossos colaboradores.
2º: Mais demanda por análises profundas. Capacitação para a imersão profunda nos temas que nos desafiam.
3º: Os rituais e a construção da gestão do conhecimento são cada vez mais necessários. Somente as empresas que tem padrões superiores de gestão do conhecimento serão competitivas e vão sobreviver.
4º: A especialização já não é mais suficiente. Cada vez mais precisaremos fazer convergir conhecimento de diversas origens. Que digam os especialistas em modelagens matemáticas, matemáticos, estatísticos, físicos e químicos, cada vez mais solicitados.
5º: São muitos anos em que se fala da necessidade de melhorar os nossos métodos de planejamento e controle, mas nunca saímos do mesmo lugar. A indução pelo RH à imersão profunda nas 3 classes de planejamento precisa ser outra grande contribuição.
6º: Os novos momentos trazem uma palavra importante para vocabulário da administração - sincronia. Mais sincronia no uso dos recursos, sincronia nas informações disponíveis e sincronia mental entre os membros das equipe.
7º: A tradicional hierarquia está sendo solicitada para novos padrões de resposta. A empresa quer capacidade de entrega e não presença de hierarquias: capacidade de definir objetivos, planejar, ter as pessoas corretas, executar o planejado e fazer a entrega. Esta sempre foi a demanda, muitas vezes não atendida. Agora a demanda é para valer. Liderança de fato, comunicação em amplo espectro e cada vez menos hierarquia.

As respostas
Para estes tipos de demanda, quais devem ser as respostas? Qual o novo papel do RH?


1º: Prover formação para se entender na profundidade adequada os fenômenos que estão afetando a empresa. Construção de modelos de análise e sua aplicação nos processos nos processos decisórios.
Esta pode ser uma contribuição importante do RH na qualidade da gestão da empresa. Neste momento da complexidade dos fenômenos que afetam as novas empresas, energia deve ser alocada na formação de colaboradores em técnicas mais elaboradas de aplicação de modelos de análise nos fenômenos que afetam a vida da empresa. Construção de modelos de análise passa a ser o passo seguinte. A grande demonstração da necessidade desta iniciativa é o uso pobre de tantas ferramentas de BI que são compradas pelo mercado.

Aquilo que já é padrão nas profissões que convivem com modelos analíticos, vai passar a ser também parte do dia a dia da administração da empresa. Tarefa para RH.

2º: Cadeias de trabalho complementando organogramas.
A questão que mais benefícios de curto prazo gera para as empresas a nosso ver é a questão da convergência do conhecimento e sincronia mental entre os colaboradores. Esta questão já é tratada de forma incipiente em nossas empresas nas chamadas cadeias de trabalho, onde colaboradores de diversas especialidades e áreas se apresentam em conjunto e resolvem muitos problemas que afetam a empresa. O resultado quando o tema é gestão do capital é sempre muito bom. É muito bom, mas não é suficiente.

Os desafios são a construção da confiança entre os membros das cadeias de trabalho, a convergência nos objetivos, o domínio da estrutura das informações e a construção da condição “cliente & fornecedor” ao longo das cadeias de trabalho e a melhoria dos processos a partir da experiência dos próprios participantes das cadeias de trabalho. Construção da atitude e proatividade necessária aos tempos modernos. Tarefa para o RH.

3º: Novas competências e sua convergência na solução de problemas. A gestão do conhecimento.
Construção do conhecimento e sua aplicação eficaz é a nova fronteira de desafios a ser ultrapassada. Tudo mundo fala de gestão do conhecimento, mas quanto há ainda por fazer. Somente a construção do caminho do conhecimento pela cultura da empresa vai permitir os benefícios potenciais tão esperados. Tarefa para RH.

O caminho é longo e a tarefa é necessária. Somente a integração estratégica das estruturas de RH com as demais estruturas das empresas vai abrir as portas e permitir os resultados. Começar é preciso.


Luiz Bersou



18 de dezembro de 2009

A Virtude e o Natal

Prezados,

Neste momento em que todos erguemos nosso pensamento para o momento mágico do Natal cabem algumas reflexões.

Ao longo da história da humanidade os bons momentos sempre foram construídos a partir do ensinamento do não errar e da exaltação da virtude.

Ao longo da história da humanidade sempre coube aos pais da pátria, os governantes, governar pelo exemplo do que é ético, correto e bom.

Este exemplo da história da humanidade infelizmente não ocorre no Brasil. Se os governantes não dão exemplo que a história ensinou, cabe então à sociedade esse exemplo tão importante.

Este exemplo será dado então pela clara manifestação de cada um de nós do que é prática correta e virtuosa. Pela manifestação clara do que queremos.

Desta forma, em vez de estar apenas desejando Feliz Natal, estaremos construindo natais felizes para sempre.

Feliz Natal.


Luiz Bersou
www.luizbersou.blogspot.com
www.bcaconsultoria.com.br
luizbersou@bcaconsultoria.com.br

15 de dezembro de 2009

Progresso nas empresas – planejamento como fator chave de êxito

Tenho a impressão que o tema “Planejamento” é um daqueles que mais geram frustrações nas pessoas que querem fazer dele uma ferramenta eficaz. Os planejamentos não acontecem como o desejado e ocorre sempre uma visão do impossível para esfriar os esforços. Indo mais no fundo na questão, dou-me conta de que existem razões e razões para que os planejamentos não aconteçam, mas muitas vezes falamos das razões incorretas.

Uma primeira pergunta: Quantos planejamentos existem? Quantas categorias de planejamentos? Quais são os campos de trabalho nas empresas em que são necessárias técnicas de planejamento? Esta pergunta é importante, pois nos mostra que não podemos tratar a questão planejamento como uma questão genérica ou como sendo uma questão de um só tipo de planejamento. São diversos os objetivos e técnicas de planejamento.

Campos de Planejamento: É importante então estabelecer que em toda empresa existe três importantes campos onde se aplicam técnicas de planejamento com objetivos diferentes.

O campo do planejamento onde estão os 5 Jogos Fundamentais da Empresa, a saber, Jogo Estratégico, Jogo de Mercado, Jogo Operacional, Jogo da Cultura e da Construção da Confiança na empresa e o Jogo do Capital. Temos aqui 5 jogos, 5 planejamentos e a construção de uma sincronia que é a sincronia da inteligência da empresa e sua utilização como orientação de visão, teoria de empresa, formação de objetivos e forma de atacá-los. Temos aqui um tipo de planejamento, um tipo de objetivos, um tipo de execução e um tipo de cobrança.

O campo do planejamento onde estão os 7 Planejamentos Básicos e Operacionais da Empresa, a saber, Planejamento e Execução Comercial, idem Produção, idem Compras, idem formação de Estoques, idem introdução de Novos Produtos, idem Logística de entrega e idem o planejamento e execução financeira para atender aos 7 planejamentos. Quando a empresa não é indústria e comercio, passa a ter entre 4 e 5 planejamentos, mas sempre os tem.

Temos então de 4 a 7 planejamentos, 4 a 7 tarefas de execução dos planejamentos e uma sincronia. Desta sincronia nasce o ritmo, a cadência e a utilização mais adequada dos recursos da empresa em termos de capital de giro dos variáveis. Com mais sincronia e menor emprego de recursos no capital de giro dos variáveis, a empresa consegue crescer com menor investimento nesta questão tão importante. Temos aqui um segundo tipo de planejamento e tipo de objetivo, um tipo de execução e um tipo de cobrança.

O campo do planejamento onde estão os 10 Motores da Empresa, a saber:
Os 4 Motores Operacionais que correspondem ao Jogo Estratégico, Motores da Inteligência de Negócios, do Plantar & Colher, da Inovação e da Escalada Estratégica.

O Motor Operacional que corresponde ao Jogo de Mercado que é o Motor Comercial, com todos os temas de vendas, marketing e promoção quando cabível.

Os 3 Motores Operacionais que correspondem ao Jogo Operacional, os Motores da Informação, da Produção e da Logística.

O Motor Operacional que corresponde ao Jogo da Cultura e da construção da confiança que é o Motor Humano.

O Motor Operacional que corresponde ao Jogo do Capital que é o Motor do Capital.

Estes 10 motores requerem objetivos e planejamento específico para cada um deles. Um tipo de planejamento, um tipo de objetivo, um tipo de execução e um tipo de monitoramento.

Quando expomos estes três campos de planejamento as pessoas se espantam e a primeira reação é: não dou conta de tanto planejamento.

Acontece que com ou sem planejamento, a empresa já vive de forma inexorável os 5 Jogos Estratégicos, os 7 Planejamentos Operacionais e os 10 Motores Operacionais. Eles existem por que a empresa existe. Tudo isso já está na empresa e a visão clara de todos eles nos permite saber lidar com eles. É uma questão de tempo e de aprendizado.

A Teoria da Seqüência & Conseqüência
Existe um texto de Luciano Pires (
email.mkt@lucianopires.com.br) onde ele cita outros autores com a discussão de que nos dedicamos a gerir nas empresas, e isso absorve toda a nossa energia, as conseqüências do que não planejamos. Em muitos casos fazemos somente isso. Temos então a gestão pelas conseqüências do que não foi planejado!

Por outro lado, quando construímos os planejamentos necessários, construímos o futuro da empresa pela seqüência correta de pensamentos, orientações, ações e monitoramentos. Construímos o futuro em regime de baixa energia. Mais lucidez, mais cadência, menos erros. Vamos então para as palavras profundas de Manoel de Forn y Foxà, grande estrategista espanhol. Planejar é fazer hoje, aqui e agora o necessário para que o futuro aconteça como queremos. Temos então gestão pelas seqüências e não pelas conseqüências.

Planejamento e Imersão Profunda no Planejamento
Esta é outra questão importante e que sempre foi fundamento de êxito dos japoneses. Planejar não é um ato administrativo, burocrático. Planejamento requer imersão profunda de todos os envolvidos em cada etapa do que vai ser feito. Requer um esforço importante de antecipação de problemas. Requer uma sincronia mental profunda entre todos os envolvidos.

Planejamento é um fenômeno humano, não é simplesmente uma prática de técnicas de planejamento. Nós brasileiros temos que aprender a fazer imersão profunda nos planejamentos. Recentemente em uma palestra sobre gestão de contratos, fiz referência ao que foi o planejamento das Olimpíadas e reforma de Barcelona (Manoel de Forn y Foxà) e o que foram os Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro. O êxito retumbante e o fracasso envergonhado. As razões estão aí.
Planejem mais que é bom. Dá certo.

Luiz Bersou